A percepção da população sobre a qualidade das águas nas praias, além de não poder ser ignorada, é indicativo de uma urgência ambiental para as autoridades. São banhistas e frequentadores as primeiras testemunhas de possíveis problemas, como o escurecimento e o mau cheiro da água.
A denúncia mais recente feita por moradores de Manguinhos, na Serra, é um desses casos. "A água está fedendo a podre. Tem muita espuma e cheiro de esgoto", reclamou um morador em um vídeo que circula nas redes sociais em que aparece a região da Chaleirinha, um dos locais mais procurados para banho em Manguinhos. A água fétida estaria chegando ao local pelo córrego Maringá.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Serra (Semma) foi procurada pela reportagem e informou que enviou equipes ao local para análise técnica que vai apurar se há descarte irregular de esgoto.
Na página em que é possível checar a balneabilidade das praias da Serra, o ponto 15, relativo ao Córrego Maringá, está clássificado como impróprio desde o dia 5 de junho. A próxima atualização do boletim será divulgada nesta sexta-feira (24).
No caso de Manguinhos, a prefeitura e a Ambiental Serra, concessionária criada a partir de uma parceria público-privada firmada em 2015 por Aegea Saneamento e Cesan, precisam apurar o caso para que a população entenda o que está causando o mau cheiro. E adotar as devidas providências, com total transparência.
A balneabilidade das praias é um ponto inegociável de qualidade de vida para quem vive nas proximidades delas. É saúde pública, o que exige todo o empenho do poder público. Praias urbanas, para serem limpas, dependem de saneamento para a segurança dos banhistas. Do contrário, toda ação será apenas paliativa.
LEIA MAIS EDITORIAIS