A modernização da BR 101 é um dos mais importantes projetos estruturantes em execução no Espírito Santo e, desde que se repactuou o contrato de concessão, sabe-se que não haverá duplicação integral no trecho Norte da rodovia. A solução, a partir de Linhares, foi a adoção de terceiras faixas para dar mais fluidez e segurança ao trânsito, somando 41 quilômetros.
Ora, é inegável que os impasses que tanto prejudicaram o andamento das obras na antiga concessão, sobretudo a questão ambiental na Reserva de Sooretama, foram determinantes para essa mudança de rota, que acabou sendo necessária para que as obras na BR 101 continuassem avançando. Uma paradeira geral seria fatal.
E, se não há previsão de duplicação no novo contrato, somente a implantação de terceiras faixas, que elas saiam do papel o quanto antes, para já garantir que quem trafega pela via já usufrua das benfeitorias. São vidas protegidas na estrada com mais qualidade viária. Não é a duplicação que tanto se esperava, mas é um avanço dentro do possível.
Foi importante a atuação da Comissão Especial de Fiscalização das BRs 101 e 262 da Assembleia Legislativa nesse adiantamento, já que as obras desse segmento só ocorreriam no sétimo e no nono ano do novo contrato.
Agora, a Ecovias Capixaba se comprometeu a entregar 21 quilômetros já em 2027, beneficiando trechos que atravessam Sooretama, Jaguaré, São Mateus, Conceição da Barra e Pedro Canário.
O cronograma, com as obras se iniciando em dois meses e entregues no ano que vem, mostra que não deve haver complexidade no processo. Pela lógica, a antecipação vai resolver um problema bem antes do que havia sido previsto. Não faria mesmo sentido deixar para depois. Para que deixar para amanhã o que já pode ser feito hoje? Os usuários, que contribuem com o pedágio, agradecem.
LEIA MAIS EDITORIAIS