Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Economia
  • Gestora do Grupo Itapemirim contesta na Justiça falência da empresa
Disputa judicial

Gestora do Grupo Itapemirim contesta na Justiça falência da empresa

Transconsult, que estava à frente da companhia desde maio, pede suspensão de decreto de falência

Publicado em 28 de Setembro de 2022 às 21:01

Agência Estado

Publicado em 

28 set 2022 às 21:01
SÃO PAULO - A Transconsult, gestora do Grupo Itapemirim desde maio, entrou com uma ação na Justiça para pedir a reversão do decreto de falência da empresa, que ocorreu há uma semana. A justificativa é que a decisão foi precipitada e não deu chances para a recuperação da empresa sob o comando da nova gestão, que, segundo a ação, já vinha apresentando resultados positivos.
Grupo Itapemirim
Grupo Itapemirim teve a falência decretada pela Justiça de São Paulo Crédito: Grupo Itapemirim
Na ação, a equipe do escritório Ward e Toledo Piza Advogados, que cuida do caso, afirma que a decisão pela falência foi tomada apenas tendo-se como base a administradora judicial — os credores, que têm opiniões diferentes sobre o caso, não teriam sido ouvidos. Uma das polêmicas do grupo foi o lançamento de uma companhia aérea, em meio a uma recuperação judicial, que operou por poucos meses, deixando passageiros sem atendimento.
"Ainda, é razoável acreditar que a vontade da quase integralidade dos credores é reforçada pelo choque de gestão imprimido pela nova administração, que em exíguo espaço de tempo implementou medidas que impactaram positivamente para o soerguimento do grupo, passando de um faturamento de zero reais para aproximadamente R$ 180 mil reais/dia", de acordo com a ação, a que o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso.
Ainda no documento é exposto o fato de que os credores não tiveram oportunidade de votar sobre a proposta de um novo plano de recuperação judicial, que poderia dar a chance de recuperação da empresa. "Nenhum fato novo significativo ocorreu para que a oportunidade de deliberação dos credores fosse tolhida", diz a ação. Cita, ainda, que a substituição do gestor da empresa foi aprovado por 9,96% dos credores reunidos em assembleia geral dos credores.
Dessa forma, o argumento da ação é que, como os próprios credores acreditam que a empresa tem chance de recuperação, não haveria justificativa para se decretar, nesse momento, a falência da empresa. "Os credores optaram por destituir os antigos gestores e nomear nova gestão porque confiam no soerguimento e na viabilidade econômico-financeira das recuperandas."
Também nesta semana, um grupo de credores vai pedir a suspensão da falência da empresa. 
O sócio da gestora Queluz, John Schulz, que representa o grupo que detém dividas de R$ 90 milhões, afirmou que a decisão da Justiça foi precipitada e não deu tempo para recuperação da empresa. "Ficamos chocados com a decisão (que decretou a falência)", disse ele na ocasião.
O juiz que assinou o decreto da falência, João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, disse que todas indicações é de que o grupo não tem qualquer "capacidade de recuperar sua posição de mercado e honrar com seus compromissos"

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Ancelotti, técnico do Brasil
Ancelotti garante que empate na estreia da Copa não abala confiança
Imagem de destaque
'Não posso me arrepender de ser boa', diz mulher que abrigou falsa criança
Imagem de destaque
Filho de princesa da Noruega é condenado à prisão por dois estupros

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados