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Vilmara Fernandes

Empresas na mira da PF tinham contratos em pelo menos 9 cidades do ES

Grupo foi alvo de operação realizada nesta quarta-feira (8) que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos

Publicado em 09 de Julho de 2026 às 03:30

Públicado em 

09 jul 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

PF - Operação Colosso de Areia
Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

Pelo menos nove cidades do Espírito Santo possuem contratos públicos com o grupo de empresas investigado pela Polícia Federal em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, cujos integrantes e sócios foram alvo da Operação Colosso, realizada nesta quarta-feira (8).


Os alvos da investigação são cinco empresas nas áreas de construção, transporte, engenharia e serviços, cujas contratações com o poder público, entre 2017 e 2025, alcançaram o montante de R$ 908,8 milhões. Parte deste total envolve recursos federais.


A maior parte dos valores foi empenhada entre os anos de 2024 e 2025, nas seguintes cidades:


  • Barra de São Francisco

  • Cachoeiro de Itapemirim

  • Cariacica

  • Iconha

  • Itapemirim

  • Presidente Kennedy

  • Serra

  • Vila Velha

  • Vitória


Mais de 40% das contratações foram feitas com Presidente Kennedy, seguida por Serra com quase 15%, e Vila Velha, com 10%. No entanto, o número de cidades pode aumentar no decorrer das apurações.


Na operação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça em Vila Velha, Guarapari, Serra, Conceição do Castelo e Cachoeiro de Itapemirim. A ação foi realizada com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).


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As contratações com os municípios eram seguidas de um subcontrato com outras empresas para realizarem os serviços. Em nota, a Polícia Federal informou que foram utilizadas empresas de fachada para, em tese, ocultar e dissimular recursos que vinham dos contratos, com movimentações financeiras incompatíveis com as atividades declaradas. 


Foram localizadas transferências de valores entre as empresas e saques em espécie, o que dificulta o rastreamento dos valores. Desta forma, foram sacados mais de R$ 30 milhões. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão foram localizados e apreendidos outros R$ 270 mil em dinheiro.


Caminho inverso


As investigações foram iniciadas após a prisão de dois homens que transportavam R$ 2 milhões em espécie, em setembro do ano passado. Um dos suspeitos, apontado como laranja do esquema criminoso, foi flagrado repassando a quantia em dinheiro para o outro homem. As cédulas estavam distribuídas em duas mochilas e uma sacola.


Os dois detidos já foram denunciados à Justiça e revelaram detalhes do possível esquema criminoso.


Nos meses que se seguiram a PF fez o caminho inverso do dinheiro para identificar sua origem  até chegar ao suposto esquema, o que resultou na realização da Operação Colosso de Areia. 


Nome, segundo a corporação, que faz referência à aparente solidez do patrimônio e da estrutura financeira dos investigados, sustentados por supostos mecanismos fraudulentos de ocultação e dissimulação de recursos.


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Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

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