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Economia

Brasil cai pela 3ª vez consecutiva no ranking da competitividade

No tão importante quesito educação, senão o mais importante, o Brasil passa à ridícula posição de último colocado. Ou seja, abaixo da Venezuela, tão devastada por uma crise infindável

Publicado em 24 de Junho de 2023 às 00:20

Públicado em 

24 jun 2023 às 00:20
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman

Pelo terceiro ano seguido, o Brasil é rebaixado no ranking de competitividade internacional. Em um conjunto de 64 países, o nosso  ocupa a sexagésima posição. Ou seja, apenas três países se encontram em situação pior: África do Sul, Argentina e Venezuela. E a qualidade na educação foi um dos fatores que mais pesou nesse resultado.
O ranking de competitividade é elaborado pelo IMD – International Institute for Management Development, uma já consagrada instituição que trabalha com temática do desenvolvimento econômico e social de países. Nessa tarefa, do lado do Brasil, conta com a cooperação do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo, da FDC – Fundação Dom Cabral. Além de valer-se de cerca de 300 tipos de dados que retratam perfis e evolução dos países, conta ainda com uma extensa pesquisa feita junto a 6 mil executivos que operam em mercados globais, para chegar ao cálculo final do ranking.
No topo do ranking, vamos encontrar a Dinamarca, seguida de perto pela Irlanda. Já os Estados Unidos, que em 2014 postavam-se na terceira posição, encontram-se em 2023 na nona. Sem dúvida uma queda bem significativa, que mexe com a reputação histórica de potência até então julgada imbatível. Mas também o seu maior concorrente, a China, foi rebaixado da sua décima quarta posição em 2019 para a vigésima terceira colocação.
Na América Latina, Peru, Colômbia, Chile e México encontram-se atualmente à frente do Brasil. Não deixa de ser uma situação que podemos classificar com constrangedora, principalmente em função do peso e potencial de crescimento e desenvolvimento que dispõe o Brasil. Em síntese, nosso país vem perdendo sucessivamente capacidade de competir e por consequência capacidade de tração na sua economia.
Mas o que nos chama a atenção é quando descobrimos que o que nos deixa para trás é algo que está e sempre esteve ao nosso alcance de resolver: a educação. Nesse quesito tão importante, senão o mais importante, o Brasil passa à ridícula posição de último colocado. Ou seja, abaixo da Venezuela, tão devastada por uma crise infindável.
Outros dois componentes que também se encontram sob o nosso comando, mas que pouco ou nada fazemos, dizem respeito à legislação tributária, que é caótica extremamente ineficiente, e a facilidade de se fazer negócios. Esses dois componentes têm implicações diretas principalmente na eficiência e produtividade do setor produtivo.
Vamos torcer para que pelo menos a reforma tributária, que está no prelo, possa ajudar o Brasil a avançar em competitividade.

Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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