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Eleições 2024

Partido coloca Gandini em situação delicada em Vitória

Presidente estadual do PSD, Renzo Vasconcelos decidiu que sigla vai apoiar a reeleição de Lorenzo Pazolini (Republicanos)

Publicado em 12 de Agosto de 2024 às 17:09

Públicado em 

12 ago 2024 às 17:09
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

O deputado estadual Fabrício Gandini
O deputado estadual Fabrício Gandini Crédito: Mara Lima/Ales
O PSD vai subir no palanque do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), nas eleições de 2024. A decisão é do presidente estadual do partido, Renzo Vasconcelos, e foi anunciada nesta segunda-feira (12). Assim, o PSD vai se juntar a Republicanos, PP, PRD, Novo e DC na coligação que busca a reeleição do prefeito.
Essa parceria deixa o deputado estadual Fabrício Gandini, presidente municipal do PSD, em uma situação delicada.
Em 2020, Gandini disputou a Prefeitura de Vitória contra Pazolini e fez críticas pesadas ao republicano.
Na Assembleia Legislativa, o deputado não deixou de alfinetar a gestão municipal.
Há uma semana, na convenção do PDT da Serra que confirmou a candidatura de Weverson Meireles a prefeito, Gandini discursou e, mais uma vez, voltou à carga contra Pazolini.
"Em Vitória, não tem um real do governo do estado porque o prefeito brigou com o governador", bradou o parlamentar.
Se o governo do Espírito Santo não aportou, mesmo, nem R$ 1 na Capital devido a uma briga política, isso também depõe contra o Palácio Anchieta, mas esta é outra história.
O fato é que Gandini não deve pedir votos para Pazolini, na contramão do partido que o próprio deputado estadual comanda no município.
Após a decisão de Renzo, o deputado não atendeu a coluna. As perguntas no ar são óbvias: o que Gandini vai fazer? Ficar neutro? Apoiar outro candidato, à revelia do PSD? Dar um giro de 180 graus e virar pazolinista?
A assessoria de imprensa de Gandini informou que ele "não vai se manifestar sobre o assunto".
Foi Renzo que, em nota (veja alguns parágrafos abaixo), revelou que Gandini vai se dedicar a outras cidades capixabas nas eleições de 2024, ou seja, em Vitória, vai "mergulhar".
O parlamentar, até o início de junho, era pré-candidato a prefeito, mas desistiu.
 O PSD, àquela altura, integrava um grupo formado por seis partidos que caminhariam juntos em 2024 em Vitória, ao lado de um nome de consenso. O escolhido, por fim, foi o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB).
O PSD, contudo, saiu do bloco. O destino do partido foi colocado nas mãos de Renzo Vasconcelos.
Renzo é candidato a prefeito de Colatina e, lá, conta com o apoio do partido de Pazolini.
 "A Capital e a Princesinha do Norte unidas", escreveu Erick Musso, presidente estadual do Republicanos, ao comemorar, no Instagram, a aliança com o PSD em Vitória.
Gandini nem apareceu na foto:
Erick Musso, Lorenzo Pazolini e Renzo Vasconcelos
Erick Musso, Lorenzo Pazolini e Renzo Vasconcelos Crédito: Instagram/@erickmusso
"Como presidente estadual do PSD, conversei com o deputado Fabrício Gandini, que é o presidente municipal da sigla em Vitória. Ele pediu para que eu conduzisse o PSD na eleição na Capital, enquanto ele ficaria responsável pela consolidação das alianças partidárias em municípios do interior do Espírito Santo", afirmou Renzo, em nota enviada à reportagem de A Gazeta nesta segunda.
"Nosso apoio à reeleição de Lorenzo Pazolini passa pelo respeito que temos à sua administração e ao reconhecimento desse trabalho vitorioso. Também estamos alinhados com o Republicanos, partido que caminhará conosco em várias cidades capixabas", acrescentou o presidente estadual do PSD.
Gandini, de acordo com o presidente do MDB de Vitória, Sérgio Borges — o MDB está no palanque de Luiz Paulo — seria até um dos coordenadores políticos da campanha do tucano, o que não se concretizou.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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