A mudança da data da festa de São Pedro, padroeiro de Cachoeiro de Itapemirim e da Diocese de Cachoeiro, do dia 29 para o dia 28 de junho, foi motivada pelo jogo da seleção brasileira contra o Japão, pela Copa do Mundo 2026. Mas a antecipação causou controvérsias, obrigando a diocese a emitir um esclarecimento público sobre a mudança.
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“A mudança da tradicional celebração do dia 29 para o domingo mais próximo tem gerado dúvidas entre parte dos católicos, levando a Diocese a reforçar os esclarecimentos sobre a decisão, que segue uma orientação da própria Igreja Católica”, admitiu a Igreja.
Segundo o vigário episcopal para a Ação Pastoral da diocese, padre João Batista Maroni, a antecipação da solenidade não representa uma alteração da tradição, mas uma possibilidade prevista pela legislação litúrgica da Igreja Católica para favorecer a participação do povo de Deus.
“Alguns católicos ainda não entendem isso. O dia 29 de junho continua sendo, na tradição da Igreja, o dia de São Pedro. Mas a própria Igreja, por meio da Santa Sé, concede que essa solenidade seja celebrada no domingo mais próximo. Neste ano, esse domingo corresponde ao dia 28. Não existe nenhuma novidade litúrgica nisso”, afirma o padre.
A diocese reconheceu que a antecipação da data suscitou muitas interpretações nas últimas semanas. Muita gente, inclusive, atribuiu a mudança a “ fatores externos”, o que é refutado pelo vigário episcopal.
“Essa decisão não é tomada de forma improvisada. Existe toda uma legislação litúrgica, pessoas responsáveis e um profundo respeito pela tradição da Igreja”, destacou o padre João Batista Maroni.
O padre explicou também que São Pedro ocupa um lugar único dentro do calendário litúrgico, razão pela qual sua solenidade recebe um tratamento diferenciado em relação à maioria dos santos.
“Nem todos os santos têm essa possibilidade. Santo Antônio permaneceu na sua data. São João Batista também. Com São Pedro é diferente porque estamos falando daquele a quem Cristo confiou a condução da Igreja, do primeiro papa. A Igreja faz questão de garantir que essa celebração seja vivida por toda a comunidade.”
Além do aspecto litúrgico, existe também uma dimensão pastoral, ressalta o vigário episcopal. De acordo com ele, apenas Cachoeiro de Itapemirim - e municípios cujo padroeiro também é São Pedro - possuem feriado em 29 de junho. Nas demais cidades da diocese, o dia é útil, o que dificultaria a participação dos fiéis quando a celebração ocorre durante a semana.
“A celebração em um domingo permite que toda a Diocese esteja reunida. É justamente essa unidade que queremos preservar”, afirmou o padre.
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