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Leonel Ximenes

Curso antirracista para vigilantes privados no ES: Assembleia vai decidir

Projeto é da deputada Iriny Lopes, do PT, que inicialmente foi derrotado na Comissão de Constituição e Justiça da Ales

Publicado em 21 de Abril de 2024 às 03:11

Públicado em 

21 abr 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Lei em vigor em Vitória não permite aos vigilantes a possibilidade de compra de arma para uso fora do ambiente de trabalho
Segundo o projeto, a meta é combater e prevenir práticas de violência de agentes privados contra a população negra Crédito: Divulgação
Será votado no plenário da Assembleia Legislativa o projeto de lei (877/21) da deputada Iriny Lopes (PT) que inclui a temática antirracista nos cursos de formação de agentes de segurança e vigilância privada no Espírito Santo. A primeira batalha pela aprovação do PL, porém, foi perdida.
É que a Comissão de Justiça, por cinco votos a um, decidiu pela inconstitucionalidade da matéria, que teve o apoio apenas da relatora do colegiado, a deputada Janete de Sá (PSB).
Votaram contra a proposição Lucas Polese e Capitão Assumção (ambos do PL), Mazinho dos Anjos (PSDB), Raquel Lessa (PP) e Denninho Silva (União).
Agora a decisão da Comissão de Justiça da Ales (CCJ) será submetida ao plenário, durante sessão ordinária. Se a maioria dos deputados presentes decidir pela manutenção da inconstitucionalidade, a proposta será arquivada. Do contrário, o projeto segue tramitação regular na Casa.

O QUE DIZ O PROJETO

O objetivo do projeto, segundo Iriny Lopes, é inserir conteúdos de caráter antirracista nas escolas e cursos voltados para a formação de vigilantes e seguranças como forma de combater e prevenir práticas de violência desses agentes contra a população negra.
“As empresas de vigilância e segurança privada não podem continuar a ser reprodutoras dessa barbárie, e somente através da educação e formação dos profissionais é que poderemos vislumbrar alguma transformação na conduta e abordagem às pessoas negras”, argumenta a deputada.
Para o deputado Polese, entretanto, a matéria é inconstitucional. “A legislação federal já regulamenta as disciplinas e o exercício da profissão de vigilante. A partir do ponto meritório, eu também discordo da matéria”, diz o parlamentar membro da CCJ.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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