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Leonel Ximenes

A preocupante faixa etária das vítimas de trânsito do ES

Causas mais comuns das mortes envolvendo pessoas com 55 anos ou mais são colisões e atropelamentos

Publicado em 15 de Março de 2026 às 03:11

Públicado em 

15 mar 2026 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Ambulâncias do Samu 192 que são acionadas para socorrer feridos em acidentes de trânsito
Ambulâncias do Samu 192 que são acionadas para socorrer feridos em acidentes de trânsito Crédito: Hélio Filho/Secom
Dados do Observatório de Segurança Pública do Estado revelam que, de janeiro até o dia 10 de março, 170 pessoas morreram nas vias públicas capixabas. Entre os números, chama atenção um grupo etário que vem sendo mais afetado.
De acordo com o levantamento, 47 vítimas tinham 55 anos ou mais. O número representa quase um terço dos registros no período. Para o especialista em segurança pública e em Direito de Trânsito Fábio Marçal, o dado acende um sinal de alerta.
“Inegavelmente, a faixa etária de adultos entre 35 e 44 anos ainda é a mais numerosa, com 33 casos, se considerado um intervalo menor de faixa etária. No entanto, quando observamos pessoas mais maduras morrendo em quantidade significativa, é preciso analisar com atenção o que está acontecendo e promover ações que contribuam para preservar essas vidas”, destacou.
Segundo as informações do Observatório, as causas mais comuns das mortes envolvendo pessoas com 55 anos ou mais são colisões e atropelamentos.
“As colisões aparecem como a principal causa dos sinistros, podendo ocorrer em razão de problemas nas vias, imprudência ou outras circunstâncias. Já o atropelamento, em muitos casos, envolve situações em que o pedestre nem sequer tem responsabilidade. Trata-se de alguém que saiu para exercer o direito de ir e vir, mas não conseguiu retornar em decorrência da conduta irregular de um motorista”, explicou.
Marçal também chama atenção para a necessidade de cidades mais inclusivas. “O país está envelhecendo, e isso exige planejamento urbano mais atento à inclusão. Caminhar precisa ser uma atividade segura, benéfica para a saúde e para a mobilidade urbana. Além disso, é fundamental garantir o cumprimento da legislação para que ninguém fique impune em casos de delitos dolosos no trânsito.”

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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