O governo dos Estados Unidos confirmou a tarifa adicional de 25% em cima de uma série de produtos exportados pelo Brasil para lá. No meio desse pacote, há uma série de exceções (são mais de 2 mil), entre elas entrou o café solúvel, importante item da produção da agroindústria do Espírito Santo e que não estava na lista original de isenções divulgada há algumas semanas. Uma boa notícia para a nossa economia.
O Espírito Santo possui um dos maiores parques de beneficiamento de café do Brasil. Centenas de milhões de reais foram investidos, principalmente em Linhares, nos últimos anos. Os Estados Unidos são grandes compradores da nossa produção e a confusão causada pelas idas e vindas tarifárias vinham atrapalhando os negócios. No primeiro semestre, as vendas de solúvel capixaba para fora encolheram 18,3%, de US$ 114 milhões para US$ 93,1 milhões. A comparação é com os primeiros seis meses de 2025. O impacto dessa queda é grande para os produtores do Estado, afinal, a principal matéria-prima usada pelas fábricas é o conilon produzido no Espírito Santo.
Por outro lado, a indústria de rochas, muito forte no Estado, pagará tarifa extra para mandar seus granitos, mármores, ardósias e outros tipos de pedras para os EUA. Apenas os quartzitos ficaram isentos. Eles são uma parte relevante da produção, mas não deixa de ser um golpe na indústria, que é muito forte no Sul capixaba.
Celulose, minério de ferro, petróleo e café verde já estavam na lista de isentos e assim permanecem. O aço, que tem um tratamento diferente por parte da política industrial e comercial norte-americano, segue tarifado.
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