As últimas semanas vêm sendo de seguidas altas na cotação do café. Tanto arábica como conilon. Nesta segunda-feira (06), os contratos futuros de arábica com vencimento em setembro na Bolsa de Nova York subiram 16,1%, alcançando US$ 3,04 por libra-peso. O valor da saca de 60 quilos também vem subindo. Em 05 de junho, o arábica tipo 6 bebida dura bica corrida saía por R$ 1.463,00. Nesta segunda, estava sendo comercializado a R$ 1.928,00, um aumento de 31,7% no período. O conilon tipo 7 saiu, na mesma janela, de R$ 880,00 para R$ 1.050,00, portanto, 19,3% mais caro.
O que explica o movimento? Uma parte tem a ver com o receio do mercado em relação aos impactos do El Niño na produção do agronegócio, por isso, commodities como café, soja, milho e trigo estão subindo de preço. Especificamente sobre o café, há um receio sobre o tamanho da safra brasileira, maior produtor do mundo, que está por vir. A expectativa era de uma colheita histórica, mas as coisas estão caminhando de maneira diferente desde que a colheita do conilon foi iniciada, em meados de abril.
"A safra do conilon, que começa antes da do arábica, atrasou e está vindo com uma certa quebra. A narrativa do mercado era de que a do arábica viria forte e seguraria o preço do conilon mais para baixo. Só que a safra do arábica também está atrasando e provocando o receio de uma quebra de safra. Então, a gente vem de uma virada do ano com os armazéns bem cheios e com a expectativa de uma safra muito forte, só que estamos vendo, na hora da safra, atraso e alguma quebra de safra. O mercado, diante disso, está se reposicionando, explicou Thomas Giuberti, sócio da Golden Investimentos e um dos maiores operadores de contratos de conilon do país.
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