A Coopram (Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins) inaugura, no dia 4 de julho, uma unidade de beneficiamento de pescados no distrito de Ponto Alto, em Domingos Martins. O investimento de R$ 12 milhões vai ampliar a capacidade de produção de filés e industrializados a partir da tilápia, peixe largamente produzido em cativeiros da região. O objetivo, além de agregar valor, é ampliar presença no varejo do Espírito Santo e, mais para frente, chegar a Rio de Janeiro e São Paulo.
“Nossa prioridade é ampliar a presença dentro do Espírito Santo. Já estamos negociando com grandes redes varejistas e pretendemos colocar nossos produtos nos supermercados de todo o Estado. Até então a nossa atual estrutura não permitia acessar esses grandes mercados. Depois disso, vamos expandir para mercados como São Paulo e Rio de Janeiro”, explicou Darli José Schaefer, presidente da Coopram.
Hoje, a cooperativa processa duas toneladas de peixe por dia. Com a nova unidade na plena capacidade, serão 20 toneladas por dia. Construída em uma área de aproximadamente 44 mil metros quadrados, a nova unidade conta com planta industrial moderna, equipamentos de processamento de última geração e sistema automatizado de filetagem. Um sistema de energia solar foi instalado para contribuir no funcionamento do empreendimento. A estrutura foi projetada para garantir maior produtividade, padronização dos cortes e redução das perdas durante o processamento. Além dos filés de tilápia, a unidade permitirá ampliar a fabricação de produtos com maior valor agregado, como hambúrgueres, quibes, bolinhos e outros derivados do pescado.
“O produtor vinha trabalhando com a dúvida de investir e produzir sem saber se teria para quem vender ou se receberia pelo seu produto. Com essa unidade, a cooperativa fecha um ciclo dentro da piscicultura. Além de fornecer os insumos necessários para a produção, queremos garantir a compra de toda a produção do cooperado. A tilápia sempre foi uma renda complementar para muitas famílias. Era aquele tanque no fundo da propriedade. Hoje, através da organização da cooperativa, isso se transformou em negócio, em geração de renda e oportunidade para permanecer no campo com dignidade", assinalou Schaefer.
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