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Vilmara Fernandes

Tribunal do ES mantém prisão de empresário alvo da Operação Baest

Desembargador negou pedido feito pela defesa de Adilson Ferreira e citou preocupação com a prisão dele próximo à fronteira com o Paraguai

Publicado em 13 de Maio de 2026 às 16:33

Públicado em 

13 mai 2026 às 16:33
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

TJES Tribunal de Justiça
Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

A Justiça estadual negou nesta quarta-feira (13), o pedido de soltura apresentado pela defesa do empresário Adilson Ferreira. Ele foi preso na  última sexta-feira (8) no Aeroporto Internacional de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, cidade que faz divisa com o Paraguai. 


Além da prisão preventiva, o Juízo da 2ª Vara Criminal de Vitória também aceitou a denúncia contra o empresário e outras 13 pessoas, tornando-os réus por crimes que envolvem organização criminosa, lavagem de capitais, falsidade ideológica e agiotagem.


Ao manter a prisão, o desembargador Pedro Valls Feu Rosa cita que o local em que ele foi detido e sua proximidade com a fronteira do país vizinho.


Alertou que a situação deve ser considerada como ponto de avaliação do risco à aplicação da lei penal, assinalando para a necessidade de cautela na fase em que o processo se encontra.


Fez menção à denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que aponta para a possível existência de  estrutura criminosa complexa e estável voltada à ocultação de patrimônio, pulverização de ativos financeiros, utilização de empresas de fachada e emprego sistemático de interpostas pessoas para dissimulação patrimonial.


E que Adilson exerceria posição central dentro da organização investigada, posição que poderia dar a ele a possibilidade de influenciar os demais envolvidos e denunciados. 


“A autoridade coatora registrou, de forma expressa, que o paciente exerceria influência sobre demais investigados, possuiria capacidade de gerenciamento financeiro e patrimonial da estrutura investigada e manteria ingerência sobre empresas utilizadas, em tese, para circulação e ocultação de ativos ilícitos”, disse Feu Rosa ao se referir ao Juízo que determinou a prisão.


Defesa


A defesa de Adilson é realizada pelo advogado Douglas Luz. Em seu recurso ele destacou que o empresário não representaria risco ao processo por ter colaborado durante as investigações e que haveriam medidas cautelares que poderiam substituir a prisão.


Argumentou ainda que os fatos investigados referem-se ao período compreendido entre os anos de 2019 e 2023, tendo a investigação sido deflagrada em maio de 2025, ocasião em que foram cumpridos mandados de busca e apreensão sem decretação de prisão preventiva ou imposição de medidas cautelares pessoais. 


E defendeu a ausência de risco atual ao processo, considerando que as provas documentais, fiscais e bancárias já teriam sido produzidas mediante buscas, apreensões e afastamentos de sigilo. 


Douglas Luz não foi localizado para comentar sobre a decisão, mas o espaço segue aberto à manifestação.


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Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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