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Virgínia Pelles

Sua sensualidade não depende de perfeição nem de exposição física

Investir nas próprias potencialidades, construindo uma autoestima sólida, contribui para um envolvimento mais seguro, com comprometimento sentimental e não apenas sexual

Publicado em 06 de Fevereiro de 2018 às 17:04

Públicado em 

06 fev 2018 às 17:04
Virgínia Pelles

Colunista

Virgínia Pelles

Crédito: Pixabay
No verão, abrimos nossas redes sociais e vemos corpos sarados em todos os lugares. Quando só se fala de carnaval, curtição, festas e nudez, como sermos sensuais sem vulgaridade? Parece quase impossível. Mas sensualidade muito se confunde com vulgaridade; acredito que ser verdadeiramente sensual tem a ver com maturidade e equilíbrio emocional, atitude social, além de comportamento e conduta religiosa. Muitos confundem com o exibicionismo, podemos perceber que na maiorias dos casos em que há muita exibição da imagem ao atributos físicos, às vezes faltam atributos emocionais e/ou intelectuais.
Na questão da sensualidade, devemos refletir qual é o propósito do “ser sensual”? Qual a necessidade está incutida na sua sensualidade? Porque às vezes é apenas o prazer temporário, a busca por uma relação sexual sem compromisso, objetivando o prazer genital, e nesse caso tende mais para o exibicionismo mesmo. Se vai haver vulgaridade ou não, vai depender das ações e atitudes durante esse processo de ser sensual. Mas tome cuidado com as frustações e as consequências dessa conduta, pois nos leva à felicidade temporária. Vale refletir se está disposto (a) a se entregar às trocas sexuais sem restrições ou sentimentos, totalmente livres de emoções e cobranças.
Mas essa sensualidade pode ser algo sagrado, que só no momento é descoberta, um dos grandes segredos do relacionamentos duradouros.
Entretanto, muitas pessoas se sentem sensuais quando despertam desejo não apenas no cônjuge, mas em toda “nação” (homens e mulheres). Na verdade precisam dessa exibição para ter a autoestima alimentada como fonte de sensualidade. Devemos prezar pelo cuidado com corpo, beleza e vaidade. Mas quem não está conseguindo, por motivo de doença física, emocional, ou seja outro motivo qualquer, deve se sentir menos sensual?
A resposta é simples: claro que não, se o foco é apenas ser sensual, com total autocontrole dos prazeres, isso requer além de maturidade, autossuficiência emocional, é não ser dependente de afetos. É ter o autocontrole das volições, é ser seguro (a) de si, é ousar ao vestir, com elegância, despertando sensações (curiosidade) e não excitação sexual. É conseguir ousar dentro da razão, sem exibição, na verdade é ser atraente. E neste caso a exibição do corpo físico perfeito não é o ponto principal, mas sim a autoestima, provocar o interesse e o desejo é a grande sacada, e de fato as rugas ou uma barriguinha nem são percebidos.
É investir em suas potencialidades, já percebeu que a plenitude sexual muitas vezes só vem com a idade? Então, busquemos construir uma autoestima sólida, baseada na autoconfiança, que reflita seu modo de ser, pensar e de viver, porque quando decidimos ter prudência sobre a nossa sensualidade, acredito de fato que atingimos a maturidade, a partir daí só entramos no processo para seduzir o cônjuge ou alguém de fato que nos desperte interesse por decisão própria, gerando dessa forma um envolvimento mais seguro, com comprometimento sentimental, e não apenas sexual. Um envolvimento muito maior que apenas satisfação física, também emocional e espiritual, que não depende de perfeição física.

Virgínia Pelles

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