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Mercado em alta: medicina regenerativa como protetora da vida ativa e longeva

Técnicas modernas potencializam os resultados dos tratamentos ortopédicos e otimizam a qualidade de vida

Publicado em 23 de Março de 2026 às 16:14

Portal Edicase

Publicado em 

23 mar 2026 às 16:14
A medicina regenerativa é uma ferramenta eficiente para promover a longevidade articular dos pacientes (Imagem: Explode | Shutterstock)
A medicina regenerativa é uma ferramenta eficiente para promover a longevidade articular dos pacientes Crédito: Imagem: Explode | Shutterstock
Conforme a Mordor Intelligence, empresa global especializada em pesquisa de mercado, em 2025, as iniciativas relacionadas com a medicina regenerativa aplicada à ortopedia movimentaram US$ 6,68 bilhões. A projeção é que, até 2030, esse valor alcance US$ 9,06 bilhões. O dado reforça o avanço de abordagens voltadas à preservação da função articular, especialmente em um cenário de envelhecimento populacional e busca por qualidade de vida.
Segundo o ortopedista Fellipe Valle, diretor da Motore Medicina Avançada, a busca por manter a autonomia do corpo ao longo da vida equivale ao conceito de longevidade articular. “Longevidade articular é manter movimento com qualidade ao longo da vida. Não é apenas evitar dor, mas preservar autonomia, independência funcional e capacidade de realizar atividades do dia a dia e esportivas mesmo com o avanço da idade”, explica.
Fellipe Valle ressalta a medicina regenerativa, com aplicação direcionada a evitar lesões e complicações, como uma ferramenta eficiente para promover a longevidade articular dos pacientes. “A medicina regenerativa atua diretamente nas alterações identificadas, evitando o agravamento de lesões e, em alguns casos, impedindo sua evolução. O foco deixa de ser tratar a doença instalada e passa a ser preservar a função antes da perda acontecer”, afirma.

Tratamentos regenerativos ampliam alternativas à cirurgia

Entre os métodos mais utilizados, Fellipe Valle cita o uso de substâncias e técnicas que estimulam a recuperação dos tecidos. A escolha depende do tipo e do grau da lesão, além das características do paciente. “O ácido hialurônico é muito utilizado, além dos derivados do sangue, como o plasma rico em plaquetas, materiais da medula óssea e da gordura. Cada abordagem tem uma performance específica conforme a lesão”, observa.
O ortopedista relata que, com a aplicação da medicina regenerativa, diversos pacientes não passam por cirurgias devido à rápida melhora do quadro clínico. “A medicina regenerativa propicia uma recuperação mais rápida e eficaz. Em algumas situações, como lesões parciais de tendões ou ligamentos , é possível recuperar sem necessidade de cirurgia, o que impacta diretamente na qualidade de vida”, diz.
Apesar das evidências científicas sobre essa abordagem médica, Fellipe Valle cita que a medicina regenerativa demorou para se consolidar no Brasil devido à burocracia para ser regularizada. “Hoje o tabu é muito menor. Existe um grande volume de evidência científica e a aceitação é cada vez maior. No Brasil, o que atrasou a medicina regenerativa foi a demora da regularização, mas em outros países ela é antiga e se tornou uma realidade”, conta.
Atualmente, a medicina regenerativa atende a diversos perfis de pacientes e apresenta mais resultados quando o diagnóstico é precoce (Imagem: Thitisan | Shutterstock)
Atualmente, a medicina regenerativa atende a diversos perfis de pacientes e apresenta mais resultados quando o diagnóstico é precoce Crédito: Imagem: Thitisan | Shutterstock

Prevenção e futuro da ortopedia

Fellipe Valle lembra que, inicialmente, a medicina regenerativa era aplicada apenas em atletas de alta performance. Ele observa que, atualmente, a abordagem atende a diversos perfis de pacientes e apresenta mais resultados quando o diagnóstico é precoce. “Hoje já existe um foco preventivo. Quando exames mostram alterações iniciais, como o afinamento da cartilagem, é possível agir antes da lesão acontecer, reduzindo riscos futuros”, comenta.
O ortopedista considera que o avanço tecnológico e a integração com novas ferramentas, como a inteligência artificial, impulsionam o desenvolvimento da área. “O objetivo final é chegar a um nível em que não seja necessário recorrer às próteses, por exemplo. A inteligência artificial auxilia neste processo com a união de novas tecnologias que melhoram muito a medicina regenerativa. A cada tecnologia nova, damos mais um passo na direção de tratamentos mais eficazes e acessíveis”, conclui.
Por Enzo Tres

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