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Prevenção

Conjuntivite: veja 6 cuidados necessários para se prevenir no verão

Os sintomas são vermelhidão, sensação de areia, coceira intensa, lacrimejamento, secreção esbranquiçada e sensibilidade à luz

Publicado em 15 de Janeiro de 2026 às 08:00

Redação de A Gazeta

Publicado em 

15 jan 2026 às 08:00
Criança com conjuntivite
As conjuntivites virais são altamente contagiosas e se disseminam rapidamente em locais com aglomerações Crédito: Shutterstock
Bastante comuns nesta época do ano, as conjuntivites virais são altamente contagiosas e se disseminam rapidamente em locais com aglomerações. O período de férias escolares e o clima do verão são um convite para as atividades ao ar livre e os passeios em família, aumentando a concentração de pessoas em praias, parques e clubes.
A oftalmologista Camila Moraes, do Hospital de Olhos de Pernambuco, explica que “a conjuntivite viral é uma inflamação da conjuntiva, membrana fina e transparente que recobre a parte branca do olho e o interior das pálpebras. Causada por vírus, geralmente o adenovírus, a doença ocular é facilmente transmitida pelo contato com secreções ou objetos contaminados”.
Em grande parte dos casos, a conjuntivite viral está associada a quadros de resfriado e a pessoa pode ter febre, dor de garganta e sensação de corpo estranho
Camila Moraes - Oftalmologista
Nos olhos, os sintomas são vermelhidão, sensação de areia, coceira intensa, lacrimejamento, secreção esbranquiçada e sensibilidade à luz. "Quando este quadro persiste ou vem acompanhado de dor ocular, é fundamental consultar um especialista”.

Cuidados importantes para prevenir os tipos de conjuntivite

- Lavar as mãos com frequência;

- Evitar coçar os olhos;

- Não compartilhar toalhas ou objetos de uso pessoal;

- Utilizar óculos de sol em ambientes externos;

- Retirar corretamente a maquiagem antes de dormir;

- Não mergulhar com lentes de contato, pois o dispositivo pode facilitar a aderência de microrganismos presentes na água e contaminar o olho.

De acordo com Camila Moraes, “o uso de óculos de mergulho não elimina totalmente o risco de conjuntivite, pois a água pode estar contaminada por vírus, fungos ou bactérias. Outro cuidado é com as irritações oculares causadas pelo cloro, areia ou sal. O ideal é lavar as mãos e o rosto após o banho de mar ou piscina e nunca se automedicar, caso surja algum sintoma”.
Além da conjuntivite viral, outra potencialmente contagiosa é a bacteriana, que provoca sintomas parecidos, mas com uma secreção mais amarelada e abundante. A doença ocular também pode ser consequência de infecções de ouvido ou garganta, quando a bactéria se espalha para os olhos, ou estar relacionada a um quadro de baixa imunidade. Outro tipo é a conjuntivite alérgica, que não é transmissível e afeta principalmente pessoas com tendência a apresentar alergias.
O tratamento da conjuntivite varia de acordo com a causa e pode envolver o uso de colírios antibióticos, corticoides ou antialérgicos, além de compressas frias para alívio dos sintomas. “É importante a pessoa não utilizar receitas antigas ou colírios que tenham sido abertos há muito tempo, mas buscar a orientação de um especialista para receber as orientações corretas”, alerta.

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