Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Se Cuida
  • Hipertensão: 6 hábitos que ajudam a controlar a pressão arterial
Se cuida

Hipertensão: 6 hábitos que ajudam a controlar a pressão arterial

Confira estratégias que podem auxiliar na redução dos impactos da condição e favorecer a saúde cardiovascular ao longo do tempo

Publicado em 15 de Abril de 2026 às 18:13

Portal Edicase

Publicado em 

15 abr 2026 às 18:13
O acompanhamento médico aliado a ajustes consistentes na rotina favorece a estabilidade da pressão alta (Imagem: Quality Pixel | Shutterstock)
O acompanhamento médico aliado a ajustes consistentes na rotina favorece a estabilidade da pressão alta Crédito: Imagem: Quality Pixel | Shutterstock
A hipertensão, popularmente chamada de “pressão alta”, é uma condição caracterizada pela elevação frequente da pressão arterial, geralmente acima de 12 por 8 (120×80 mmHg), o que pode comprometer diferentes órgãos do corpo ao longo do tempo, como coração, cérebro, rins, olhos e vasos sanguíneos.
Por isso, o acompanhamento contínuo e o cuidado com a pressão arterial são fundamentais para reduzir riscos cardiovasculares, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida, conforme destaca a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Veja Também 

Mulher medindo a pressão alta

Pressão alta: saiba quais são os principais sinais e o que fazer

Embora seja uma condição sem cura definitiva e que exija atenção ao longo da vida, ela pode ser devidamente controlada com hábitos e cuidados simples. Nesse contexto, a Dra. Obdulia Linares, cardiologista do dr.consulta, explica diferentes formas de tratar a hipertensão e apresenta métodos que podem ser utilizados de forma isolada ou combinada para melhorar a qualidade de vida das pessoas diagnosticadas com a doença. Confira!

1. Atenção ao uso de medicamentos

O primeiro passo é entender o estágio em que o quadro se encontra e os fatores de risco cardiovascular presentes no momento do diagnóstico. Assim, é possível definir se e quais medicamentos anti-hipertensivos são indicados no tratamento da condição.
Vale lembrar que é importante realizar uma avaliação com o cardiologista para o uso correto e seguro de qualquer remédio. A automedicação não é recomendada e pode trazer mais prejuízos à saúde.

2. Alimentação e rotina de atividade física

Manter-se fisicamente ativo e seguir uma dieta balanceada são medidas importantes que auxiliam no controle da pressão arterial e na eficácia do tratamento medicamentoso. A realização de exercícios precisa ser previamente avaliada pelo cardiologista, que recomendará as modalidades mais adequadas ao hipertenso.
Atividades ergométricas ou aeróbicas de intensidade muito alta podem, inicialmente, piorar o quadro. Recomenda-se a combinação de exercícios aeróbicos (de longa duração e intensidade leve a moderada) e anaeróbicos (de curta duração e alta intensidade), como:
  • Caminhadas;
  • Corridas;
  • Natação;
  • Musculação;
  • Ciclismo.
Em relação à alimentação, o acompanhamento de um nutricionista facilita a construção de um plano alimentar com variações de cardápio que atendam às necessidades e preferências do paciente. Manter uma dieta saudável contribui para o controle da pressão e a eficácia do tratamento farmacológico. Dentro desse cenário, algumas adaptações no preparo das refeições trazem muitos benefícios, como:
  • Priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais, carnes magras (frango e peixes) e itens ricos em potássio (mineral que diminui a pressão arterial, encontrado em banana, laranja, espinafre, brócolis, tomate, entre outros);
  • Evitar ultraprocessados, gorduras, carne vermelha e excesso de sal (sódio) e de açúcar.
Além disso, é importante se atentar a alguns alimentos que podem estimular a aceleração do coração e aumentar a pressão arterial, tais como:
  • Café e refrigerantes;
  • Chá verde, preto, mate e de hibisco;
  • Gengibre, canela, chocolate;
  • Maca peruana.
Técnicas de relaxamento, como meditação e respiração lenta, ajudam a reduzir o estresse e podem contribuir para a estabilização da pressão arterial (Imagem: PeopleImages | Shutterstock)
Técnicas de relaxamento, como meditação e respiração lenta, ajudam a reduzir o estresse e podem contribuir para a estabilização da pressão arterial Crédito: Imagem: PeopleImages | Shutterstock

4. Controle do estresse

Técnicas utilizadas para acalmar a mente, como meditação e respiração lenta, são frequentemente indicadas para a vida saudável. No caso da hipertensão, elas se relacionam com a diminuição do estresse, um fator que pode contribuir para a alta da pressão arterial devido à liberação de hormônios como adrenalina e cortisol.
De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (DBHA), estudos também apontam que a meditação pode reduzir em cerca de 4 mmHg a pressão sistólica e em 2 mmHg na diastólica. Ainda não se sabe quais mecanismos operam diretamente para que essa diminuição específica aconteça. Então, pesquisas mais robustas devem ser realizadas para concluir a relação de causa e efeito. 
O documento da Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta ainda que a respiração lenta reduz a pressão arterial em pouco mais de 6 mmHg na pressão sistólica e diastólica. Para atingir o objetivo, é preciso de seis a dez respirações (inspiração e expiração) feitas em 60 segundos, no intervalo de 15 a 20 minutos por dia.

5. Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas

Parar de fumar é uma decisão que traz diversos benefícios para a saúde como um todo. As DBHA alertam que, para o controle da hipertensão, o hábito também não deve ser incentivado. Pelo contrário: sabe-se que o uso de tabaco (seja em cigarros tradicionais ou eletrônicos, charutos, cigarrilha, cachimbo e narguilé), além de termogênicos, anabolizantes, suplementos de proteínas e creatinas sem o controle médico adequado, aumentam a pressão arterial entre 5 e 10 mmHg e eleva o risco de complicações cardiovasculares. Além disso, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas pode diminuir a pressão sistólica.

6. Diminuir a gordura visceral

O excesso de adiposidade (gordura) na região abdominal é responsável por parte dos quadros de hipertensão. As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial apontam que, mesmo que a pessoa não atinja o peso desejável, perder medidas já contribui diretamente para o controle da pressão arterial .
Por fim, é importante lembrar que, mais do que tratar a condição, ter como objetivo a sua prevenção desde cedo é a melhor forma de proteger a saúde. Por isso, é essencial o conhecimento sobre as principais causas e hábitos não saudáveis que contribuem para a evolução do quadro.
Por Hiorran Santos

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Homem é assassinado na rua após sair de festa em Vila Velha
Nazareth fará show gratuito em Vitória no Dia Mundial do Rock
Show gratuito da banda Nazareth em Vitória já tem data e local confirmados; veja
Yuri dos Passos Zani, de 12 anos, foi morto a tiros dentro de casa em Linhares
Adolescente de 12 anos é morto a tiros dentro de casa em Linhares

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados