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Se cuida

Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais: 6 formas de prevenir as doenças

Especialista explica como hábitos simples podem reduzir o risco de infecção e reforça a importância da vacinação e do diagnóstico precoce

Publicado em 28 de Julho de 2026 às 14:15

Portal Edicase

Publicado em 

28 jul 2026 às 14:15
Prevenção e diagnóstico precoce ajudam a reduzir os casos de hepatites virais (Imagem: Billion Photos | Shutterstock)
Prevenção e diagnóstico precoce ajudam a reduzir os casos de hepatites virais Crédito: Imagem: Billion Photos | Shutterstock
Celebrado em 28 de julho, o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais busca conscientizar a população sobre doenças que, muitas vezes, evoluem silenciosamente. As hepatites virais são infecções que provocam inflamação no fígado e podem ser causadas pelos vírus A, B, C, D e E. Em muitos casos, os sintomas só aparecem quando já há comprometimento significativo do órgão, tornando a prevenção e o diagnóstico precoce ainda mais importantes.
Segundo Cleciene Musquim, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, muitas pessoas convivem com a doença sem saber, especialmente nos casos das hepatites B e C. “As hepatites virais podem permanecer assintomáticas por anos. Por isso, além da prevenção, é fundamental que as pessoas realizem testes quando houver indicação e mantenham a vacinação em dia. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento e reduz o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado”, explica.
A seguir, a especialista destaca seis medidas que ajudam a reduzir o risco de infecção. Confira!

1. Mantenha a vacinação em dia

A vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção contra as hepatites A e B, disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A imunização reduz significativamente o risco de infecção e contribui para diminuir a circulação dos vírus na população.

2. Não compartilhe objetos de uso pessoal

Lâminas de barbear, alicates de unha, escovas de dente e outros objetos que possam entrar em contato com sangue nunca devem ser compartilhados. Segundo Cleciene Musquim, embora muitas pessoas não percebam, pequenas lesões são suficientes para possibilitar a transmissão dos vírus, principalmente das hepatites B e C.

3. Exija materiais esterilizados ou descartáveis

Procedimentos como colocação de piercings, tatuagens, manicure, pedicure e atendimentos odontológicos devem ser realizados apenas em locais que sigam rigorosamente as normas de biossegurança. No caso dos cuidados com as unhas, uma excelente alternativa de prevenção é levar o próprio kit de alicate, espátula e tesoura de casa, garantindo que ninguém mais os utilizou.
“É importante observar se os materiais são descartáveis ou passam por processos adequados de esterilização. Esse cuidado reduz o risco de transmissão não apenas das hepatites virais, mas também de outras infecções”, orienta Cleciene Musquim.

4. Utilize preservativo nas relações sexuais

O uso do preservativo continua sendo uma das principais formas de prevenção da hepatite B e reduz o risco de transmissão de outras infecções sexualmente transmissíveis. Além da proteção individual, essa prática contribui para interromper a cadeia de transmissão dos vírus.
A realização de exames permite o diagnóstico precoce das hepatites virais e aumenta as chances de sucesso no tratamento (Imagem: Svitlana Hulko | Shutterstock)
A realização de exames permite o diagnóstico precoce das hepatites virais e aumenta as chances de sucesso no tratamento Crédito: Imagem: Svitlana Hulko | Shutterstock

5. Faça testes quando houver fatores de risco

Pessoas que receberam transfusão de sangue antes da ampliação dos testes de triagem, profissionais da saúde, indivíduos com múltiplos parceiros sexuais ou que compartilham materiais perfurocortantes devem conversar com um profissional de saúde sobre a realização de exames.
Mesmo sem apresentar sintomas, uma pessoa pode estar infectada pelo vírus da hepatite C. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 80% dos casos são assintomáticos, reforçando a importância da testagem para o diagnóstico precoce e o início do tratamento.
“Esperar o aparecimento de sinais clínicos pode atrasar o diagnóstico. Em muitos casos, a infecção é descoberta durante exames de rotina ou por meio de campanhas de testagem. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as possibilidades de tratamento e de prevenção das complicações”, afirma Cleciene Musquim.

6. Adote medidas de higiene para prevenir a hepatite A

Diferentemente dos tipos B e C, a hepatite A é transmitida pela via fecal-oral, pelo contato com água ou alimentos contaminados. Por isso, além da vacinação infantil, os cuidados com a higiene e o saneamento são cruciais, especialmente em situações de vulnerabilidade ou surtos.
“Lavar as mãos cuidadosamente com água e sabão após usar o banheiro e antes de preparar ou consumir alimentos é essencial. Também é fundamental consumir apenas água tratada, filtrada ou fervida, além de higienizar muito bem frutas, legumes e verduras em água corrente e, se possível, deixá-los em solução clorada antes do consumo, especialmente se forem ingeridos crus”, destaca Cleciene Musquim.

Não espere os sintomas aparecerem

Embora alguns tipos de hepatite possam causar sintomas como cansaço, febre, náuseas, dor abdominal, urina escura e pele ou olhos amarelados, a ausência desses sinais não significa que a pessoa esteja livre da doença. “A prevenção depende de um conjunto de atitudes que envolvem vacinação, práticas seguras, acesso aos serviços de saúde e conscientização da população. Quanto maior o conhecimento sobre as formas de transmissão, maiores são as chances de reduzir novos casos e proteger a saúde do fígado”, explica Cleciene Musquim.
Mesmo na ausência de sintomas, procurar os serviços de saúde pode fazer toda a diferença para identificar a doença precocemente. “Não espere pelos sintomas, procure a unidade de saúde do SUS mais próxima para fazer uma avaliação e realizar os testes rápidos de rotina. O diagnóstico precoce é gratuito, seguro e salva vidas”, ressalta.
Além das formas de prevenção, a especialista destaca que a hepatite C apresenta altas taxas de cura quando identificada precocemente. “É importante destacar que até 95% dos casos de hepatite C têm cura. O SUS disponibiliza gratuitamente tratamentos modernos com comprimidos chamados antivirais de ação direta (DAA), tomados por 12 a 24 semanas. Por isso, descobrir a doença cedo é o primeiro passo para se livrar do vírus”, finaliza.
Por Priscila Dezidério

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