O suspeito de matar o dentista Edgleyson Abrão da Silva, em Conceição da Barra, no Norte do Espírito Santo, senta no banco dos réus nesta sexta-feira (3). O julgamento de Almando Batista Vieira Junior pelo júri, acontece no Fórum Desembargador Santos Neves, em São Mateus.
O dentista, de 28 anos, foi encontrado morto em 20 de novembro de 2023, em uma área de restinga na região de Meleiras, em Conceição da Barra. Sete dias depois, Almado foi preso e confessou o crime na Delegacia de São Mateus, alegando que teria ocorrido após uma discussão com a vítima. No dia 29, a Justiça Estadual converteu a prisão em flagrante para preventiva.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do ES, Almando responde por homicídio qualificado por motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, responde por fraude processual, ocultação de cadáver e porte ilegal de arma de fogo.
Em frente ao fórum, amigos e familiares de Edgleyson esperaram o ínicio do júri com faixas pedindo justiça. "Muita gente fala que quem mora na periferia não tem como crescer, ter uma faculdade. Ele [Edgleyson] conquistou e o rapaz [o réu] fez isso com ele. Queremos justiça", disse a amiga da vítima, Edneuza da Silva, em entrevista à TV Gazeta.
Higor Oliveira, advogado de defesa, alega que o acusado agiu em legítima defesa. "Com as provas que estão nos autos desde o começo, provaremos que ele agiu em legítima defesa. No local, no momento do crime, só estavam os dois. Então, tudo que foi falado e veiculado são falácias sem base legal", afirmou.
Segundo o Ministério Público, estava prevista a escuta de três policiais civis, uma testemunha da defesa e a mãe do réu. Porém, a mãe teria passado mal e não compareceu ao fórum.
Dentista foi morto com tiro dentro do carro
O inquérito da Polícia Civil aponta que Edgleyson foi morto com um disparo na cabeça dentro de seu carro. O veículo foi encontrado carbonizado na região de Meleiras, em 19 de setembro de 2023.
Em entrevista para a TV Gazeta em 2023, o pai do dentista, Edson da Silva, disse que seu filho e o acusado eram namorados e se relacionavam há cerca de um ano e meio quando o crime aconteceu. À Polícia Civil, o acusado teria falado em depoimento que a relação era de amizade, e não de namoro.