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Melhor abril da série histórica

Crédito imobiliário cresce em 2026 e já soma R$ 59,4 bilhões em financiamentos

Dados da Abecip mostram que os financiamentos com recursos da poupança cresceram 35,2% em relação a abril de 2025

Publicado em 05 de Junho de 2026 às 13:47

Yasmin Spiegel

Publicado em 

05 jun 2026 às 13:47
Coluna Juarez Soares - Por que a construção civil cresceu 9,7% em 2021?
Em abril, foram financiadas aquisições e construções de 55,5 mil imóveis Créditos: Freepik

O crédito imobiliário com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) financiou, ao todo, R$ 59,4 bilhões nos quatro primeiros meses do ano. Somente em abril, esse montante é de R$ 16,98 bilhões em abril de 2026, segundo levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O resultado representa alta de 35,2% em relação ao mesmo mês do ano passado e configura o melhor desempenho para um mês de abril na série histórica.

Na comparação com março, houve retração de 8,1%, movimento que não alterou a trajetória positiva do ano. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança egistraram um avanço de 17,7% ante o mesmo período de 2025.

O desempenho em unidades também reforça o ritmo de expansão do crédito imobiliário. Em abril, foram financiadas aquisições e construções de 55,5 mil imóveis, alta de 1,5% frente a março e crescimento de 54,4% em relação a abril do ano passado. Foi a segunda maior quantidade de imóveis financiados em um mês de abril, ainda de acordo com a série histórica da Abecip.

No primeiro quadrimestre do ano, o volume financiado chegou a 180,9 mil imóveis, número 25,3% superior ao registrado nos quatro primeiros meses de 2025. Já no acumulado de 12 meses encerrado em abril, os financiamentos com recursos da poupança SBPE totalizaram R$ 165,2 bilhões, redução de 9,7% em relação ao período imediatamente anterior. Em unidades, foram financiados 494,2 mil imóveis em 12 meses, um recuo de 6,9%.

Poupança SBPE volta ao campo positivo

Outro destaque do último levantamento foi o desempenho da poupança SBPE, principal fonte de recursos utilizada pelos bancos para financiar o crédito imobiliário no país. Em abril, a captação líquida (diferença entre depósitos e saques na poupança) foi positiva em R$ 499 milhões, primeira entrada líquida mensal de recursos em 2026. O resultado representa uma recuperação em relação a abril de 2025, quando a captação havia sido negativa em R$ 4,3 bilhões.

Apesar da melhora no mês, a poupança SBPE ainda acumula saída líquida de R$ 31,5 bilhões no primeiro quadrimestre. O volume de perdas, no entanto, foi menor que o registrado no mesmo intervalo de 2025, quando a captação líquida ficou negativa em R$ 38,9 bilhões.

O saldo das cadernetas do SBPE atingiu R$ 753,8 bilhões em abril, com alta de 0,70% em relação a março. Na comparação com abril do ano passado, houve ligeiro crescimento de 0,18%.

Recursos livres somam R$ 1,52 bilhão

As operações de financiamento imobiliário com recursos livres somaram R$ 1,52 bilhão em abril de 2026. O volume ficou 24,7% abaixo do registrado em março, mas apresentou alta de 1,2% em relação ao mesmo mês do ano passado.

No acumulado de janeiro a abril, essas operações chegaram a R$ 7,18 bilhões, crescimento de 5,3% sobre o primeiro quadrimestre de 2025. Em unidades, os financiamentos com funding livre viabilizaram 7,8 mil imóveis em abril, queda de 29,1% ante março e retração de 6,4% na comparação anual. No quadrimestre, foram financiadas 39,6 mil unidades, avanço de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Preços dos imóveis residenciais mantém alta

Outra pesquisa da Abecip, dessa vez o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), registrou alta dos preços dos imóveis residenciais nas dez capitais acompanhadas pelo índice. Também divulgada em abril, os dados mostram que, na variação mensal, a maior alta foi observada em Curitiba, com 1,78%, seguida por Belo Horizonte, 0,87% e Recife, 0,86%. A pesquisa não é feita em Vitória, capital do ES.

Entretanto, apesar da desaceleração em relação a março, quando o índice nacional havia subido 1,12%, os dados mostram que o mercado imobiliário residencial segue em trajetória de valorização. A leitura de abril indica acomodação parcial do ritmo de alta, mas não reversão da tendência. Em 12 meses, os maiores avanços foram registrados em Curitiba, Recife, Brasília e Salvador.

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