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Festa junina: veja alimentos e bebidas típicos perigosos para cães e gatos

Alguns podem causar desde desconfortos gastrointestinais até quadros graves de intoxicação
Portal Edicase

Publicado em 15 de Junho de 2026 às 16:56

Tutores devem redobrar a atenção com a alimentação dos animais durante as festas juninas (Imagem: Jucadima | Shutterstock)
Tutores devem redobrar a atenção com a alimentação dos animais durante as festas juninas Crédito: Imagem: Jucadima | Shutterstock
As festas juninas são um dos períodos mais tradicionais e afetivos do ano, marcadas por comidas típicas, doces, petiscos e bebidas que fazem sucesso entre adultos e crianças. No entanto, o que para nós é sinônimo de celebração pode representar um risco importante para cães e gatos.
Segundo Julia Maria Ribeiro, professora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, é muito comum que tutores ofereçam pequenas porções desses alimentos aos animais como forma de carinho, sem perceber que alguns ingredientes podem ser perigosos.
“Alguns alimentos típicos das festas juninas podem causar desde desconfortos gastrointestinais até quadros graves de intoxicação, dependendo da quantidade ingerida, do porte do animal e das condições de saúde prévias desse pet “, explica.
De acordo com a veterinária, doces, alimentos gordurosos, temperos e bebidas alcoólicas estão entre os principais pontos de atenção durante esse período. Veja abaixo!

1. Chocolate e doces estão entre os maiores riscos

Alimentos como paçoca, pé de moleque, bolos, doces com leite condensado e chocolates devem ser evitados. Muitos deles contêm excesso de açúcar, gordura e ingredientes que não fazem parte da alimentação adequada de cães e gatos.
No caso do chocolate, o cuidado precisa ser ainda maior. Ele possui substâncias que cães e gatos não conseguem metabolizar corretamente, podendo causar vômitos, diarreia, agitação, tremores, alterações cardíacas e, em casos mais graves, intoxicações severas.
Temperos e excesso de sal nos alimentos podem fazer mal aos animais (Imagem: ilona.shorokhova | Shutterstock)
Temperos e excesso de sal nos alimentos podem fazer mal aos animais Crédito: Imagem: ilona.shorokhova | Shutterstock

2. Temperos comuns também podem fazer mal

Pratos preparados com alho, cebola, excesso de sal e condimentos também devem ficar longe dos pets . Esses ingredientes podem causar irritações gastrointestinais e intoxicações, além de trazer riscos adicionais dependendo da quantidade ingerida.
Alimentos muito gordurosos, como carnes temperadas, embutidos e preparações com manteiga ou óleo em excesso, também merecem atenção, pois podem favorecer quadros de vômito , diarreia e até pancreatite, principalmente em cães mais sensíveis ou com histórico de alterações digestivas.

3. Bebidas alcoólicas exigem atenção redobrada

Quentão, vinho quente, licores e outras bebidas típicas das festas juninas nunca devem ser oferecidos aos animais. Mesmo pequenas quantidades de álcool podem provocar intoxicação grave, com sinais como apatia, vômitos, descoordenação, queda de temperatura corporal e alterações neurológicas.

4. Mudanças repentinas na alimentação também podem causar desconfortos

Mesmo alimentos que parecem menos perigosos podem provocar alterações intestinais quando oferecidos fora da rotina alimentar do animal. “Os pets possuem necessidades nutricionais específicas. Muitas vezes, o tutor oferece comida como forma de afeto, mas o organismo deles não responde da mesma maneira que o nosso. Um alimento aparentemente inofensivo pode causar reações importantes, principalmente em animais pequenos, idosos ou com alguma doença pré-existente”, alerta Julia Maria Ribeiro.

O que fazer em caso de ingestão de alimentos inadequados?

A professora reforça que, durante festas e reuniões familiares, é importante manter os alimentos fora do alcance dos animais e orientar crianças e convidados para não oferecerem petiscos aos pets sem autorização.
“Em casos de vômito, diarreia, tremores, salivação excessiva, apatia ou qualquer mudança de comportamento após a ingestão de alimentos inadequados, o atendimento veterinário deve ser procurado o mais rápido possível. Quanto antes o animal for avaliado, maiores são as chances de evitar complicações”, finaliza.
Por Priscila Dezidério

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