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Austríaca

Estudante rejeita herança de R$ 22 bilhões: 'Não poderia ser feliz'

Marlene Engelhorn é descendente dos fundadores da Basf, multinacional com receita de 78 bilhões de euros
Agência Estado

Publicado em 10 de Agosto de 2022 às 08:14

Marlene Engelhorn faz parte de grupo de herdeiros que defende mais impostos para suas fortuna
Marlene Engelhorn faz parte de grupo de herdeiros que defende mais impostos para suas fortuna Crédito: Reprodução/Twitter
A austríaca Marlene Engelhorn rejeitou cerca de 90% de uma herança de 4,2 bilhões de euros (cerca de R$ 21,9 bilhões) por acreditar que, como não trabalhou para tê-la, não seria feliz. A jovem de 30 anos é descendente dos fundadores da Basf, empresa química multinacional com receita de 78 bilhões de euros.
A herança será proveniente da avó, Traudl Engelhorn-Vechiatto, 95, que declarou publicamente o desejo de deixar seu dinheiro para a neta. "Quando o anúncio foi feito, percebi que não poderia ser realmente feliz. Pensei comigo mesma: 'Algo está errado'", afirmou a jovem, em entrevista ao jornal alemão Der Standard.
Questionada sobre o que a avó disse quando ela renunciou a herança, a estudante afirmou que a idosa "lhe deu uma liberdade enorme de fazer o que quisesse".
"Essa não é uma questão de querer, mas uma questão de justiça. Não fiz nada para receber esta herança. Foi pura sorte na loteria do nascimento. Uma coincidência", afirmou ao canal austríaco ORF2.
Marlene disse ainda que não sabe qual será o destino do dinheiro e voltou a falar sobre taxação de grandes riquezas. Na ocasião, ela também criticou atos benevolentes anunciados por super-ricos, chamando-os de "neofeudalismo disfarçado de caridade".
"A sociedade não tem que contar com o fato de que os milionários vão ser benevolentes. Troco ideias com outras pessoas, aprendendo o máximo que eu posso para ver o que funciona e o que não funciona. Para mim, o comprometimento com a justiça de impostos é muito importante, porque isso é que determina como a riqueza vai ser distribuída", ressaltou.
Marlene também faz parte da organização Milionários Pela Humanidade, grupo que defende que os super-ricos sejam taxados da mesma forma que os trabalhadores comuns.

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