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Fizeram história

Capixabas na Copa: conheça os jogadores do ES que disputaram o Mundial

Até hoje, quatro atletas nascidos no Estado disputaram a maior competição de futebol do mundo

Publicado em 29 de Junho de 2026 às 12:15

Breno Coelho

Publicado em 

29 jun 2026 às 12:15

Embora fora do protagonismo do futebol brasileiro, o Espírito Santo consolidou sua relevância histórica na Copa do Mundo por meio de talentos que alcançaram o topo do esporte. Ao longo de mais de 50 anos, quatro atletas nascidos no estado —  Fontana (1970), Carlos Germano (1998), Maxwell (2014) e Richarlison (2022) — representaram o Brasil no maior palco do futebol mundial; Além deles, o zagueiro Aldair, apesar de ter nascido em Ilhéus, na Bahia, tem uma relação forte com o Espírito Santo e também disputou a competição.

Fontana (1970)

Fontana jogou a Copa do Mundo de 1970 ao lado de Pelé
Divulgação

Natural de Santa Teresa, o zagueiro Fontana foi o primeiro capixaba a disputar um Mundial e o único nascido no estado a ser campeão do mundo. Ele iniciou a carreira profissional no Vitória em 1958. Pouco depois, transferiu-se para o rival Rio Branco, onde conquistou os títulos estaduais de 1959 e 1962.

Seu futebol chamou a atenção do Vasco da Gama, clube onde conquistou a Taça Guanabara de 1965, o Torneio Rio-São Paulo em 1966, e que defendeu antes de se transferir para o Cruzeiro, onde foi campeão mineiro em 1972. Em 1970, foi convocado por Zagallo para o Mundial no México. Fontana jogou os 90 minutos da vitória por 3 a 2 contra a Romênia, ajudando a Seleção na campanha do tricampeonato.

O ex-jogador faleceu de infarto em 1980, aos 39 anos, durante uma partida amistosa no município de Serra. Atualmente, ele dá nome à Academia de Alto Rendimento da Sesport.

Carlos Germano (1998)

Carlos Germano é ídolo no Vasco
Fernando Santos/Folhapress

O goleiro Carlos Germano, nascido em Domingos Martins, é um dos grandes ídolos do Vasco da Gama, onde disputou 632 jogos na década de 1990. Ele começou a jogar na linha durante a infância e assumiu o gol por acaso na Copa Gazetinha. Após se destacar pelo Viana, foi contratado pelo Vasco com apenas 13 anos. No Cruzmaltino ele conquistou diversos títulos, como o Campeonato Brasileiro em 1997, a Libertadores em 1998 e se tornou um dos jogadores que mais vestiu a camisa do clube - foram 632 jogos.

Pela Seleção Brasileira, Germano venceu a Copa América de 1997 e foi o reserva imediato de Taffarel na Copa do Mundo de 1998, na França, mas não chegou a entrar em campo. Atualmente, ele trabalha como subsecretário de Formação e Rendimentos da Sesport. 

Maxwell (2014)

Reprodução

Nascido em Cachoeiro de Itapemirim, o lateral-esquerdo Maxwell construiu uma carreira de títulos em gigantes europeus como Ajax, Internazionale, Barcelona e PSG. Na infância, ele dividia o tempo entre o futsal e as piscinas. Aos 15 anos, deixou o Espírito Santo para ingressar na base do Cruzeiro, sem atuar profissionalmente por times capixabas.

Maxwell foi convocado pela primeira vez em setembro de 2004, mas só realizou o sonho de disputar a Copa do Mundo em 2014, realizada no Brasil, atuando na decisão do terceiro lugar contra a Holanda. Ele foi o primeiro atleta homenageado pelo Governo do Estado com uma escultura no Palácio Anchieta. Também atuou como embaixador para atrair seleções ao Kleber Andrade.

Richarlison (2022)

Vitor Silva

O atacante Richarlison, natural de Nova Venécia, é um dos principais nomes da atual geração do futebol brasileiro. Após ser dispensado em testes, jogou na base do Real Noroeste por um ano antes de ir para o América-MG. Passou pelo Fluminense e fez carreira na Inglaterra, defendendo Watford, Everton e Tottenham.

Na Copa do Mundo de 2022, no Catar, o atacante vestiu a camisa 9 e marcou três gols. O gol de voleio na estreia contra a Sérvia foi eleito o mais bonito do torneio pela Fifa. Fora de campo, Richarlison apoia causas sociais e de saúde no estado, o que lhe rendeu homenagens na Assembléia Legislativa do Espírito Santo.

Aldair (1990, 1994 e 1998)

Aldair disputou três copas pelo Brasil
Juca Varella/Folhapress

Nascido em Ilhéus, na Bahia, o zagueiro Aldair adotou Vila Velha como residência e tem forte ligação com o Espírito Santo. Ídolo histórico do Flamengo e da Roma, ele foi titular absoluto e pilar defensivo no tetracampeonato do Brasil na Copa de 1994, tendo disputado também os mundiais de 1990 e 1998.

Em 2005, aos 39 anos, o zagueiro aceitou o convite para defender o Rio Branco por duas partidas. Sua participação ajudou o clube alvinegro a conquistar a Série B do Campeonato Capixaba daquele ano. Aldair também atuou como embaixador do Comitê ES Copa 2014 para promover o estado como local de treinamento para seleções.

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