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Copa do Mundo

Argentina com um a mais bate Suíça e pega Inglaterra na semifinal da Copa

Hermanos garantiram classificação na prorrogação

Publicado em 12 de Julho de 2026 às 01:16

Agência FolhaPress

Publicado em 

12 jul 2026 às 01:16
Messi, Argentina
Reuters/Folhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Atual campeã, a Argentina se mantém rumo ao quarto título da Copa do Mundo após bater a Suíça por 3 a 1 na madrugada deste domingo (12) no estádio Arrowhead, em Kansas City, e se garantir entre as quatro semifinalistas da competição.




Foi o primeiro jogo em que o craque Lionel Messi não marcou gols, mas ele foi o maestro da equipe que passou de dominada a dominante no jogo para garantir a vitória, com gols de Mac Allister, Julián Alvarez e Mautaro Martínez. Ndoye marcou pela Suíça.


Nas semifinais, os argentinos enfrentarão a Inglaterra, que passou pela Noruega por 2 a 1 em Miami. O confronto será na quarta-feira (15), às 16h (de Brasília).


Na partida, os argentinos usaram uma tarja preta no braço direito em luto pela morte aos 89 anos de Antonio Ubaldo Rattín, conhecido como "El Rata", uma das maiores lendas do futebol argentino e do Boca Juniors, tendo sido o capitão da seleção na Copa de 1966.


Ao contrário das outras seleções que a Argentina enfrentou neste Mundial, a Suíça iniciou o jogo pressionando a saída de bola argentina e tentando encontrar espaço para finalizar. Mas bastou Messi tocar na bola para a Alviceleste chegar com perigo. Aos 8min, o camisa 10 cobrou escanteio da direita e a bola raspou a cabeça de Mac Allister, bateu em Embolo e saiu novamente pela linha de fundo.


Na nova cobrança, a jogada ensaiada deu certo, e Mac Allister acertou a cabeçada no canto esquerdo de Kobel, abrindo o placar. Foi a primeira vez que a Suíça ficou atrás do placar tanto nesta Copa quanto em toda a fase eliminatória.


Após o gol, o jogo ficou equilibrado, com disputas ríspidas. A Suíça conseguiu o primeiro chuto apenas aos 19min, quando Sow recebeu passe de Elvedi, dominou na entrada da área e chutou no meio do gol. Dibu Martínez agarrou firme.


Aos 31min, a Suíça teve outra boa oportunidade de empatar. Ndoye roubou a bola na lateral esquerda e lançou rasteiro para Embolo na entrada da área. Ele ganhou de Lisandro Martínez na corrida, mas antes de chegar na bola, o goleiro Dibu Martínez conseguiu segurá-la, evitando a finalização.


Sem seu principal atacante, Manzambi, que não atuou devido a uma lesão no joelho esquerdo, a Suíça mostrou muita fragilidade no ataque. Mesmo com os espaços dados pela defesa rival, não conseguiu encontrar espaço para uma finalização direta ao gol.


Do outro lado, com exceção do gol no escanteio, a Argentina não produziu mais nenhum lance que levasse perigo real ao goleiro Kobel. O cenário do primeiro tempo foi uma Argentina fechada na sua defesa e a Suíça com a posse de bola (57% contra 43%), mas sem efetividade para transformar em gols. As duas seleções chutaram apenas três vezes e acertaram a meta uma vez cada. Sorte dos argentinos que o deles foi o gol.


O segundo tempo começou com as duas equipes mais ativas no ataque, buscando acelerar as jogadas na parte final do campo. Porém, assim como a parcial anterior, os jogadores de frente continuaram sem saber o que fazer com a bola.


Na Suíça, em dois lances em que a bola chegou em condições de finalização, os jogadores sempre davam um toque a mais, deixando a defesa chegar para cortar.


Já do lado argentino, com a boa marcação sobre Messi, os outros jogadores não demonstraram qualquer criatividade para superar a muralha suíça. Com o passar do tempo, a Suíça começou a pressionar um pouco mais e a dar trabalho ao goleiro Dibu Martínez.


Após salvar em cabeçada de Ndoye aos 19min e em chute de fora da área de Xhaka aos 20min, Dibu não conseguiu parar o chute cruzado de Ndoye aos 22min, que empatou a partida. Quando a Suíça empatou e mais dominava, dando todas as indicações de que poderia virar o placar, o atacante Embolo se jogou no meio de campo, simulando uma falta, e levou o segundo cartão amarelo, sendo expulso. No lance, o árbitro português João Pinheiro havia dado cartão ao argentino Paredes, mas o VAR o chamou e ele reviu o lance, punindo o suíço.


Com um a menos, a Suíça se fechou na defesa e ficou esperando a prorrogação. Os argentinos, que davam a impressão de cansaço, ganhou fôlego extra para tentar vencer no tempo regulamentar. Até então sumido entre os zagueiros, Messi achou uma infiltração e chegou sozinho na frente do goleiro, lançado por Paredes, aos 39min. Ele tentou o toque por cobertura, mas Kobel conseguiu pegar. O bandeirinha marcou impedimento, mas ele não estava.


O lance animou a Argentina, que chegou novamente aos 44min. A bola ia saindo pela linha de fundo na esquerda, Nico González chegou de carrinho e chutou para a área. Em outro cruzamento, Mac Allister ia marcar de cabeça, mas o zagueiro tocou com a ponta do pé e a bola bateu na cabeça do argentino antes de sair pela linha de fundo. Na sequência, Messi novamente apareceu na cabeça de área e chutou de direita. A bola passou raspando a trave direita de Kobel.


Aos 53min, Kobel salvou novamente. Messi cobrou escanteio da esquerda, Nico González chutou de voleio e a bola desviou no caminho, mas o goleiro suíço conseguiu segurar, garantindo a prorrogação, a terceira seguida da seleção de Messi no Mundial.


Na prorrogação, o duelo virou um ataque contra defesa, mas só teve uma grande chance de gol no primeiro tempo. Aos 4min, Almada, que substituiu Enzo Fernández, chutou da entrada da área e a bola chegou a tocar na trave, mas pelo lado de fora.


Na segunda parcial da prorrogação, no entanto, a Argentina chegou à vitória com um chutaço de Julián Álvarez de fora da área, sem chance para Kobel.


A Suíça ainda tentou uma reação, mas foi a Argentina que fez o terceiro, com Lautaro Martínez, em um contra-ataque fulminante, fechando o placar e carimbando a vaga em mais uma semifinal da Copa, para delírio da torcida que lotou o estádio.

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