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Investigação

Caso Roni: presidente do Serra vai ter que dar explicações à polícia

O dirigente alegou que o boletim financeiro da partida entre Serra e Vasco, pela Copa do Brasil, foi fraudado pela empresa do ex-jogador Roni

Publicado em 28 de Maio de 2019 às 21:15

Vinícius Valfré

Publicado em 

28 mai 2019 às 21:15
O empresário Roni e o presidente do Serra, João Batista Piol Crédito: Reprodução/Montagem | Gazeta Online
A delegada Rhaiana Bremenkamp, titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações, solicitou a intimou o presidente do Serra, João Batista Piol, para prestar esclarecimentos sobre entrevista concedida por ele ao Gazeta Esportes
De acordo com a informação da assessoria de imprensa da Polícia Civil, a intimação servirá para "esclarecimento dos fatos" e para verificar, "por meio de documentação", se as informações procedem.
O dirigente alegou que o boletim financeiro da partida entre Serra e Vasco, realizada em 20 de fevereiro, pela Copa do Brasil, no estádio Kleber Andrade, foi fraudado pela empresa do ex-jogador Roni, responsável por trazer o jogo ao Espírito Santo.
Caso Roni - presidente do Serra vai ter que dar explicações à polícia
De acordo com Piol, o ex-atleta maquiou o total de cortesias para repassar ao documento oficial um publico pagante menor. Com isso, o Serra teria tomado um calote de R$ 100 mil, valor que deveria ser pago em caso de alcance de metas de público.
Apesar do desfalque, o clube, até hoje, não tomou nenhuma providência jurídica contra a empresa.
A polícia também informou que a Delegacia de Defraudações e Falsificações também vai solicitar cópia do inquérito aberto pela Polícia Civil do Distrito Federal para "checar se há algo ligado ao Espírito Santo nas apurações".
Como o Gazeta Esportes publicou, a investigação pode ser transferida para o Espírito Santo. 
OUTRO LADO
Procurado pela reportagem, João Batista Piol afirmou que ainda não recebeu intimação alguma, por nenhum meio. Questionado se possui documentos que podem provar a fraude, disse que sim. "O que temos é o contrato do jogo e o borderô", declarou.
O contrato assinado pela empresa de Roni, segundo Piol, estipulava 300 ingressos de cortesia. O boletim financeira do jogo - popularmente conhecido como borderô -, no entanto, discrimina 3.248 cortesias.
O presidente afirmou que terá uma reunião com o setor jurídico do clube na manhã desta quarta-feira (29) para discutir providências. O dirigente reafirmou que ainda pretende entrar na Justiça.

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