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Veículos pesados insistem em trafegar pela “Ponte do Irajá” em Colatina

Apesar da sinalização e do veto, veículos pesados continuam tentando atravessar no trecho, gerando riscos à estrutura e dificuldades ao tráfego local

Publicado em 04 de Maio de 2026 às 18:05

Luana Luiza

Publicado em 

04 mai 2026 às 18:05
Apesar da sinalização e proibição, veículos pesados continuam tentando atravessar a Ponte do Irajá, gerando riscos à estrutura e dificuldades no tráfego local Célio Ferreira

O trânsito na ponte Agostinho Galdino Breda, conhecida como ponte do Irajá, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, está proibido para veículos pesados, mas a regra não tem sido respeitada por alguns motoristas. Flagrantes de caminhões tentando atravessar pela estrutura são frequentes e causam transtornos, como veículos que ficam presos na via.

No dia 4 de abril, mais um caso chamou atenção: um caminhão tentou passar pelo local, desrespeitou a sinalização e acabou ficando imobilizado na estrutura. A situação deixou marcas visíveis na ponte e reforçou a preocupação de quem utiliza a via.

Caminhão ficou preso na ponte no dia 04 de abril Leitor A Gazeta

Quem trabalha na região diz que a situação é recorrente e gera um transtorno enorme.
Mas, não se trata de falta de aviso. Ao longo de todo o trecho, existem sinalizações indicando a proibição para veículos pesados, o que falta, na prática, é o cumprimento da regra.

A nossa sinalização começa na saída da rua Leonel Ferreira, onde já temos indicação de desvio e a obrigatoriedade de conversão à esquerda para caminhões e carretas. Então qualquer caminhão que venha nessa direção vai ver que é proibido passar e já tem também indicação de por onde ele vai passar com segurança

Dário Medeiros

Chefe da Guarda Municipal de Colatina

Apesar da sinalização e proibição, veículos pesados continuam tentando atravessar a Ponte do Irajá Célio Ferreira

Apesar disso, o tema divide opiniões. Alguns moradores e motoristas afirmam que a sinalização poderia ser melhorada, principalmente nos trechos anteriores à ponte, para facilitar a orientação de quem não conhece a região.

Precisa melhorar a sinalização antes do contorno para quem vem do Centro, para os motoristas conseguirem ter uma parte visual melhor e, quando chegarem no contorno, os caminhões conseguirem voltar

Vitor Matias

Barbeiro

Segundo o Chefe da Guarda municipal de Colatina, Dário Medeiros, a ponte é antiga e não foi projetada para suportar o peso de caminhões e carretas. Além do risco de danos à estrutura, o desrespeito à sinalização é considerado infração de trânsito, com multa de R$ 130 e perda de 5 pontos na carteira de habilitação.

O local conta ainda com câmeras de videomonitoramento. Quando há desrespeito às regras ou danos à estrutura, os motoristas podem ser identificados e até responsabilizados pelos prejuízos causados.

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