Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Eleições 2022

Veja como senadores do ES votaram na PEC Kamikaze que turbina benefícios

Veja como senadores votaram. O apoio ajudou o presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, a emplacar sua agenda de gastos fora das regras fiscais em ano eleitoral

Publicado em 01 de Julho de 2022 às 10:25

Agência FolhaPress

Publicado em 

01 jul 2022 às 10:25
O Plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira (30) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que institui estado de emergência até o final do ano para ampliar o pagamento de benefícios sociais (PEC 1/2022). Agora a proposta será encaminhada para análise da Câmara dos Deputados.
A PEC prevê R$ 41,25 bilhões até o fim do ano para a expansão do Auxílio Brasil e do vale-gás de cozinha; para a criação de auxílios aos caminhoneiros e taxistas; para financiar a gratuidade de transporte coletivo para idosos; para compensar os estados que concederem créditos tributários para o etanol; e para reforçar o programa Alimenta Brasil.
A medida dá aval ao governo para turbinar programas sociais até o fim do ano sem esbarrar em restrições da lei eleitoral, que existem para evitar o uso da máquina pública em favor de algum candidato. O valor não precisará observar o teto de gastos, a regra que limita o crescimento das despesas à variação da inflação, ou os dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal que exigem compensação por aumento de despesa e renúncia de receita.
Senadores capixabas: Fabiano Contarato, Rose de Freitas e Marcos do Val
Senadores capixabas: Fabiano Contarato, Rose de Freitas e Marcos do Val Crédito: Agência Senado
A proposta foi aprovada em dois turnos pelo Senado na noite de quinta-feira (30) .

QUEM VOTOU A FAVOR DA PEC:

  • Rose de Freitas (MDB-ES)
  • Marcos do Val (Podemos-ES)
  • Fabiano Contarato (PT-ES)
  • Eliziane Gama (Cidadania-MA)
  • Confúcio Moura (MDB-RO)
  • Eduardo Braga (MDB-AM)
  • Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)
  • Giordano (MDB-SP)
  • Jader Barbalho (MDB-PA)
  • Jarbas Vasconcelos (MDB-PE)
  • Marcelo Castro (MDB-PI)
  • Nilda Gondim (MDB-PB)
  • Rafael Tenório (MDB-AL)
  • Simone Tebet (MDB-MS)
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
  • Acir Gurgacz (PDT-RO)
  • Leila Barros (PDT-DF)
  • Weverton (PDT-MA)
  • Carlos Portinho (PL-RJ)
  • Carlos Viana (PL-MG)
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
  • Jorginho Mello (PL-SC)
  • Marcos Rogério (PL-RO)
  • Romário (PL-RJ)
  • Wellington Fagundes (PL-MT)
  • Álvaro Dias (Podemos-PR)
  • Eduardo Girão (Podemos-CE)
  • Flávio Arns (Podemos-PR)
  • Jorge Kajuru (Podemos-GO)
  • Lasier Martins (Podemos-RS)
  • Oriovisto Guimarães (Podemos-PR)
  • Styvenson Valentim (Podemos-RN)
  • Eliane Nogueira (PP-PI)
  • Elmano Férrer (PP-PI)
  • Esperidião Amin (PP-SC)
  • Kátia Abreu (PP-TO)
  • Luis Carlos Heinze (PP-RS)
  • Mailza Gomes (PP-AC)
  • Margareth Buzetti (PP-MT)
  • Zenaide Maia (PROS-RN)
  • Dário Berger (PSB-SC)
  • Dra. Eudócia (PSB-AL)
  • Luiz do Carmo (PSC-GO)
  • Alexandre Silveira (PSD-MG)
  • Angelo Coronel (PSD-BA)
  • Daniella Ribeiro (PSD-PB)
  • Lucas Barreto (PSD-AP)
  • Nelsinho Trad (PSD-MS)
  • Omar Aziz (PSD-AM)
  • Otto Alencar (PSD-BA)
  • Sérgio Petecão (PSD-AC)
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
  • Alessandro Vieira (PSDB-SE)
  • Izalci Lucas (PSDB-DF)
  • Mara Gabrilli (PSDB-SP)
  • Plínio Valério (PSDB-AM)
  • Tasso Jereissati (PSDB-CE)
  • Jaques Wagner (PT-BA)
  • Jean Paul Prates (PT-RN)
  • Paulo Paim (PT-RS)
  • Paulo Rocha (PT-PA)
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Fernando Collor (PTB-AL)
  • Roberto Rocha (PTB-MA)
  • Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
  • Mecias de Jesus (Republicanos-RR)
  • Chico Rodrigues (União Brasil-RR)
  • Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)
  • Eduardo Velloso (União Brasil-AC)
  • Fabio Garcia (União Brasil-MT)
  • Reguffe (União Brasil-DF)
  • Soraya Thronicke (União Brasil-MS)

QUEM VOTOU CONTRA A PEC:

  • José Serra (PSDB-SP)

O QUE DIZEM OS SENADORES DO ES

O senador Marcos do Val (Podemos) justificou o seu voto "pelo caráter humanitário da proposta". Ele disse que passou a receber em seu gabinete muitas demandas de entidades e lideranças relacionadas a pessoas passando fome, o que, segundo o senador, fez com que fosse possível perceber a situação de forma mais palpável. "A gente começa a ver além de dados. Percebemos que a situação está ficando grave e o movimento político teria de ficar de lado", ressaltou Do Val.
Ele acrescentou que foi perceptível a mudança da visão dos senadores em relação à proposta, incluindo os de oposição, depois de uma reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-RO). Inicialmente vista como uma proposta que renderia protagonismo ao presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral, Marcos do Val afirmou que ela passou a ser encarada pelos senadores como "um socorro emergencial para quem está passando fome".
"No início estava um movimento muito mais político do que humanitário. A gente sabia que, se votasse favorável, o presidente ganharia protagonismo. Mas como a gente começou a receber os dados de que muita gente está passando fome, passando necessidades, vimos que era importante deixar de lado as questões políticas e priorizar o lado humanitário", alegou o senador.
Questionada sobre o que a motivou a votar a favor da proposta, a senadora Rose de Freitas (MDB) respondeu com outra pergunta: "como o Brasil chegou a esse ponto?". Em nota enviada pela sua assessoria, ela afirmou que seria "absurdo negar o voto para uma solução que dê suporte ao enfrentamento dessa famigerada crise de fome e injustiça social".
Para a senadora, o voto se justifica pelo cenário atual em que a fome, o desemprego e a economia sem perspectivas de desenvolvimento contínuo excluem o povo "sofrendo à margem de tudo, sem esperança de programas acolhedores que permitam uma vida digna para hoje e para o futuro" e é uma consequência emergencial.
Negar o voto a favor da proposta, na visão da senadora do MDB, seria "negar estender a mão ou o voto que nesse momento pode pelo menos amenizar essa crise. "O que não pode é o Brasil tornar definitivas as crises se valendo de saídas emergenciais e sem planejamento de políticas públicas estruturantes que condicionam um país e seu povo a tanto sofrimento", concluiu Rose de Freitas.
O senador Fabiano Contarato (PT) também foi procurado para justificar seu voto, mas sua assessoria não deu retorno até o momento. Caso se manifeste, a matéria será atualizada.
Apesar das críticas ao caráter eleitoreiro das medidas, senadores da oposição, ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a pré-candidata Simone Tebet (MDB-MS) deram votos favoráveis à PEC (proposta de emenda à Constituição) que institui um estado de emergência e abre os cofres públicos para turbinar benefícios sociais.
O apoio dos senadores ajudou o presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, a emplacar sua agenda de gastos fora das regras fiscais. O presidente tenta melhorar seu desempenho eleitoral a poucas semanas do início oficial da campanha.
Embora a medida possa beneficiar Bolsonaro, os petistas votaram em peso a favor da PEC. Todos os sete senadores da legenda disseram "sim" à proposta, entre eles Jaques Wagner (BA), integrante da campanha de Lula.
"Se a moda pega, governos, em final de mandato, vão criar caos no começo do ano, para, no final, tirar o bode da sala e tentar uma recuperação eleitoral. Então, contra isso eu já me insurjo. Mas, enfim, conceitualmente, evidentemente, isso não pode pesar mais do que a necessidade dos benefícios. Deixo isso bem claro, para que eu não seja acusado disso. É apenas um alerta", disse o líder da minoria, senador Jean Paul Prates (PT-RN), que também votou favoravelmente à PEC.
Senado aprova PEC do estado de emergência
Senado aprova PEC do estado de emergência Crédito: Jefferson Rudy / Agência Senado
A pré-candidata Simone Tebet, que foi escolhida como o nome do bloco da terceira via, justificou o seu voto favorável à proposta afirmando que brasileiros e brasileiras estão passando fome e precisam de auxílio.
A pré-candidata votou a favor da proposta, seguindo a posição da bancada do MDB, a maior do Senado, com 12 parlamentares. Todos apoiaram a PEC de Bolsonaro.
Alvos constantes do presidente durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, os senadores Omar Aziz (PSD-AM), que presidiu o colegiado, e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente, também votaram a favor.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), que foi o relator da CPI, não votou porque está licenciado do cargo, mas seu suplente, Rafael Tenório (MDB-AL), também disse "sim" à proposta.

PACOTE DE BONDADES

O pacote inicialmente previa medidas para reduzir a alta dos preços dos combustíveis. No entanto, na última semana, a PEC se transformou em um pacote de bondades no ano em que Jair Bolsonaro vai buscar a reeleição.
Ela prevê medidas como elevar para R$ 600 o valor do Auxílio Brasil neste ano e zerar a fila de espera pelo benefício. Também inclui o pagamento de um auxílio de R$ 1.000 para caminhoneiros, uma ajuda para taxistas e repasse em dobro para beneficiários do Auxílio Gás.
Como antecipou a Folha de S.Paulo, o texto da PEC inclui a decretação do estado de emergência para amparar juridicamente a criação de novos benefícios e a ampliação de programas. O mecanismo busca driblar as vedações previstas na legislação eleitoral.

Atualização

02/07/2022 - 9:01
O texto foi atualizado neste sábado (2) para incluir a resposta da senadora Rose de Freitas (MDB-ES) para justificar seu voto favorável à proposta.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Uruguai e Arábia Saudita ficaram no empate pela Copa do Mundo 2026
Uruguai busca empate contra Arábia Saudita; seleções sul-americanas seguem sem vencer na Copa
Carlos Eduardo Sangi Braga, de 20 anos, foi encontrado morto dentro do próprio carro em Iúna
Corpo de jovem desaparecido é encontrado dentro do próprio carro em Iúna
Carreta tombou e interditou trecho da BR 101 em Itapemirim, no Sul do ES
Carreta tomba e interdita totalmente trecho da BR 101 em Itapemirim

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados