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Suspeita

Norma da Alerj põe em xeque versão de Queiroz

A defesa de Queiroz afirmou em sua primeira manifestação na investigação criminal que ele, de forma autônoma e sem o conhecimento de Flávio, gerenciava os salários dos colegas e usava parte dos valores para arregimentar novos assessores de maneira informal

Publicado em 02 de Março de 2019 às 10:44

Publicado em 

02 mar 2019 às 10:44
Queiroz diz que gerenciava salários de gabinete Crédito: Reprodução | SBT
A norma de contratação de assessores da Assembleia Legislativa do Rio fragiliza a principal justificativa apresentada por Fabrício Queiroz, ex-funcionário de Flávio Bolsonaro (PSL), na defesa por escrito que encaminhou anteontem ao Ministério Público Estadual para explicar a movimentação milionária em sua conta bancária entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.
A defesa de Queiroz afirmou em sua primeira manifestação na investigação criminal que ele, de forma autônoma e sem o conhecimento de Flávio, gerenciava os salários dos colegas e usava parte dos valores para arregimentar novos assessores de maneira informal.
Na legislatura passada, a Assembleia do Rio, contudo, permitia que um deputado contratasse com a verba do gabinete até 63 assessores, dividindo os salários dos 20 cargos de confiança a que os parlamentares tinham direito. No caso de Flávio, os vencimentos, somados, chegavam a R$ 125.840 por mês.
Na versão da defesa de Queiroz - revelada pelo Estado -, como assessor de Flávio ele procurava "intensificar a atuação política" do então deputado estadual pela "multiplicação dos assessores de base eleitoral" a "partir do gerenciamento financeiro" dos valores que os funcionários de confiança do gabinete recebiam mensalmente.
A Alerj informou, por nota, porém, que seria possível fazer o mesmo, mas de forma legal. Eles deveriam apresentar documentos, seriam nomeados no Diário Oficial do Legislativo e teriam benefícios trabalhistas.
Queiroz também afirmou que Flávio não sabia das contratações informais. Mas a Casa informou que o deputado é responsável por fixar horários de trabalho, fiscalizar frequência e atestar as folhas de ponto.

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