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Atos antidemocráticos

Empresários presos em acampamento golpista na Prainha são soltos

Dupla foi liberada por alvará de soltura nesta terça-feira (10). Eles estavam no Centro de Detenção Provisória de Viana 2 (CDPV2)

Publicado em 10 de Janeiro de 2023 às 20:50

Júlia Afonso

Publicado em 

10 jan 2023 às 20:50
Andres Cassiano Vieira e Gerino Sousa Filho, bolsonaristas presos durante atos antidemocráticos na Prainha, em Vila Velha
Andres Cassiano Vieira e Gerino Sousa Filho, bolsonaristas presos durante atos antidemocráticos na Prainha, em Vila Velha Crédito: Reprodução | Redes sociais
Os dois empresários presos durante operação de desocupação do acampamento golpista na Prainha, em Vila Velha, foram soltos na noite desta terça-feira (10) após conseguirem alvará de soltura expedido pela 1ª Vara Federal.
Gerino Sousa Filho, de 52 anos, e Andres Cassiano Vieira, de 48 anos, deixaram o Centro de Detenção Provisória de Viana 2 (CDPV2) por volta das 19h, de acordo com informação da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).
Os dois haviam sido presos na segunda-feira (9) e depois prestaram depoimento na Superintendência da Polícia Federal, onde foram autuados em flagrante por três crimes.
Empresários presos em acampamento golpista na Prainha são soltos

Por que a dupla foi presa?

Os dois foram presos pela Polícia Militar em flagrante ao questionarem a ação de desocupação do acampamento na Prainha e, na ocasião, se identificarem como integrantes do movimento bolsonarista.
A PM cumpria no local a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de liberar as áreas próximas aos quartéis que estavam ocupadas pelos movimentos golpistas que questionavam o resultado das eleições de 2022.
Bolsonaristas fora da Praianha
PM prende manifestantes na Prainha, após determinação do STF, na segunda-feira (9) Crédito: Carlos Alberto Silva
A decisão de Moraes saiu na madrugada de segunda-feira (9), um dia depois dos atos terroristas provocados por bolsonaristas radicais nas sedes dos três Poderes em Brasília. Logo depois, a medida também foi requisitada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

Quais crimes cometeram?

Segundo a Polícia Federal, os dois homens foram indiciados por três crimes previstos no Código Penal:
  • associação criminosa;
  • incitar a prática de crimes;
  • tentar, com violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo a atuação dos poderes constitucionais. 

Quem são os presos?

A Gazeta divulgou em primeira mão os perfis dos dois presos nesta terça. Eles são dois pequenos empresários. Um é da Serra e presta serviços de elétrica, enquanto o outro é de Guarapari e possui empresa de pescado. Veja os detalhes:
  • Gerino Sousa Filho, 52 anos: Morador da Mata da Serra, na Serra, dono de uma empresa , a “Solução Manutenção Geral”, que presta serviços de elétrica e de soluções para vazamentos. 
  • Andres Cassiano Vieira, 48 anos: Residente no bairro Olaria, em Guarapari, aparece como proprietário de uma empresa de nome Marazul Pescados, de venda de peixes e frutos do mar.

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