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Campanha na Serra

Em visita ao ES, Ciro Gomes critica elevação de trabalhadores informais no país

Na cidade do prefeito e companheiro de partido Sérgio Vidigal, na Serra, Ciro mencionou que 50 milhões de brasileiros estão vivendo na informalidade. Para Ciro Gomes, isso corresponde de 60 a 70 horas de trabalho por semana

Publicado em 03 de Setembro de 2022 às 11:48

Leticia Orlandi

Publicado em 

03 set 2022 às 11:48
Ciro Gomes, candidato à Presidência da República visita a cidade de Serra
Ciro Gomes, candidato à Presidência da República visitou a Serra neste sábado Crédito: Fernando Madeira
Candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes chegou ao Espírito Santo às 10h deste sábado (03) e participou de um encontro com eleitores na praça da Segunda Avenida, em Laranjeiras, na Serra, onde fez discurso sobre o número de trabalhadores informais no Brasil, criticou as políticas econômicas de Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) e ainda mencionou a importância do voto para deputado federal e estadual para viabilidade dos projetos como presidente.
Na cidade do prefeito e companheiro de partido Sérgio Vidigal, Ciro mencionou que 50 milhões de brasileiros estão vivendo na informalidade. Para Ciro Gomes, isso corresponde de 60 a 70 horas de trabalho por semana quando a lei trabalhista determina 40 horas
"A gente não pode deixar a elite brasileira trocar no nosso peito o coração por uma pedra. Hoje 50 milhões de brasileiros estão vivendo de bico. Sabe o que é isso? É uma semana de trabalho sem o dia remunerado de descanso para ir ao templo orar ou para a igreja rezar. É não ter férias, tirar de sol a sol de janeiro a dezembro sem poder parar para ficar com a família e os filhos"
Ciro Gomes - Candidato à presidência pelo PDT
O candidato citou ainda a piora na saúde mental do brasileiro nessa situação e lembrou que muitos desses trabalhadores podem envelhecer sem garantia da Previdência.
“Nunca se pediu tanto remédio para nervos e para dormir e, o mais grave, estamos mandando para o futuro daqui 10, 20 anos, quando a crise chegar, 50 milhões de brasileiros vão envelhecer sem nenhuma cobertura previdenciária e sem nenhuma aposentadoria. E lá, quando acontecer essa tragédia, não haverá mais solução, porque previdência é uma poupança que a gente organiza, ora”, frisou Ciro no discurso.
Sobre economia, falou que o Brasil está há 11 anos sem crescer e que, tanto os candidatos Lula, como Bolsonaro, representam a mesma proposta na economia, baseada no câmbio flutuante, superávit primário e meta de inflação. 
O candidato à Presidência cumpre agenda ainda neste sábado em Minas Gerais, nas cidades de Contagem e Belo Horizonte.
Ciro atualmente é o terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto para presidente. Na pesquisa Ipec/ TV Gazeta divulgada ontem, Ciro é escolha de 4% dos entrevistados no Espírito Santo, enquanto na Datafolha divulgada nesta quinta ele tem 9% dos votos.

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