Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Crime na Praia do Canto

Assassino de Gerson Camata diz que foi obrigado a confessar crime

Defesa de Marcos Venicio, preso pelo crime, diz que o cliente foi pressionado pelo deputado Danilo Bahiense, que ainda atuava como delegado, a confessar o assassinato

Publicado em 13 de Fevereiro de 2019 às 18:31

Vinícius Valfré

Publicado em 

13 fev 2019 às 18:31
Marcos Venicio Moreira Andrade Crédito: Divulgação | Polícia Civil
A defesa de Marcos Venicio Moreira Andrade, 66 anos, que confessou ter assassinado o ex-governador Gerson Camata, em dezembro passado, argumenta que o acusado foi pressionado a admitir o crime e pede para que ele responda ao processo em liberdade.
Como resposta à acusação feita pelo Ministério Público Estadual apresentada à Justiça no início do mês, os advogados afirmam que a pressão partiu do então deputado estadual eleito Danilo Bahiense (PSL), delegado da Polícia Civil que realizou a prisão, no dia 26 de dezembro.
Bahiense tomou posse como parlamentar na Assembleia em 1º de fevereiro deste ano e está afastado das funções na polícia desde 31 de janeiro, aguardando a publicação do ato de aposentadoria.
Assassino de Gerson Camata diz que foi obrigado a confessar crime
A defesa alega que as investidas de Bahiense sobre Marcos Venício deram-se no automóvel, no caminho à delegacia, e já no destino, na presença de outras autoridades. 
Além disso, a resposta apresentada pelos advogados aponta que um vídeo de Marcos Andrade feito pelos policiais é uma "gravação clandestina". "Visando burlar a manifestação taxativa do respondente em exercer o direito ao silêncio, fez-se gravação marcadamente ilícita, no que chamou a autoridade policial de 'depoimento informal'".
Por conta do vídeo que considera uma prova ilícita, os advogados querem que a denúncia seja decretada inepta, ou seja, não tenha efeitos jurídicos. Caso não sejam atendidos, que ao menos sejam desconsideradas dos autos todas as menções à gravação. Na petição, nãonegam que Marcos Andrade praticou o crime, apenas atacam questões procedimentais.
Quando o vídeo foi gravado, estavam presentes os policiais Danilo Bahiense e um advogado que não era o do hoje réu. A Polícia Civil confirmou ter feito a gravação. Em nota, informou que o vídeo foi uma forma de "preservar os policiais".
"Foi feito com intuito de preservar os policiais que realizaram as oitivas, caso ocorresse alguma alegação de tortura, e foi enviado ao Judiciário, para conhecimento, durante a audiência de custódia. A decisão de transformar as imagens em prova válida, ou não, é da Justiça", destacou.
Na petição, os advogados pedem que Marcos Andrade seja colocado em liberdade. Apontam cinco razões para que o pedido seja aceito pela 1ª Vara Criminal de Vitória: ele é réu primário, possui residência fixa no mesmo endereço há mais de sete anos, tem "excelentes antecedentes", é aposentado e é um idoso com "sérios problemas de saúde".
A defesa prossegue alegando que o "clamor público" não pode ser usado como determinante da preservação da prisão. Também alega não haver fato concreto que corrobore o "mero temor de fuga" de Marcos Andrade.
O réu tem cinco advogados relacionados na ação penal em tramitação na Justiça. Entre eles, Homero Mafra, o ex-presidente da Ordem dos Advogados Brasil, seccional Espírito Santo (OAB-ES). Procurado, ele não quis comentar o caso e disse que outras profissionais do escritório estão à frente do processo. 
DEPUTADO
O hoje deputado estadual Danilo Bahiense nega que em algum momento Marcos Andrade tenha dito que permaneceria calado, por orientação de advogados. Afirma que conhecia o acusado há longa data, razão pela qual o parlamentar acredita que o preso sentiu-se à vontade para conversar, ainda no local em que recebeu a voz de prisão.
ACUSAÇÃO
Os advogados Renan Sales e Ludgero Liberato representam a família de Gerson Camata, como assistentes de acusação. Em nota, rebateram os argumentos dos advogados de defesa e informaram que vão se manifestar dentro do processo a respeito deles.
"Os argumentos articulados pela defesa do acusados não se sustentam. As provas foram devidamente produzidas e autorizam o prosseguimento da ação penal. Mais uma vez acerta o Poder Judiciário em processar a denúncia ofertada pelo MPES, bem como em manter o acusado preso, indivíduo perigoso, que mostrou total desprezo com a vida humana", disse.  (Com colaboração de Natalia Devens)

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Obra de macrodrenagem na região do bairro Aribiri, em Vila Velha
Rachaduras em imóveis preocupam moradores durante obra em Vila Velha
Imagem de destaque
A cada eleição, a mesma proposta: a redução da maioridade penal
Imagem de destaque
Peças plásticas aparecem em praias da Serra e têm origem investigada

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados