De acordo com o delegado Bruno Ribeiro, responsável pela investigação, os adolescentes têm entre 16 e 17 anos. Em depoimento, dois deles detalharam como ocorreu o primeiro incêndio, em 22 de junho. Eles relataram que passavam em frente ao pátio quando perceberam que o portão estava aberto. Em seguida, entraram no local e encontraram um ônibus estacionado com as portas abertas. Conforme a investigação, o fogo foi iniciado em uma das poltronas com o uso de um isqueiro e de um maçarico.
No incêndio mais recente, ocorrido no último sábado (18), quatro adolescentes foram identificados. Segundo o delegado, dois deles já haviam participado do ataque anterior. A investigação aponta que o grupo se reuniu em uma praça do bairro e seguiu até o pátio da secretaria, onde entrou pulando o muro. No local, os adolescentes teriam ateado fogo em outro ônibus utilizando novamente um isqueiro e um maçarico. As chamas se espalharam e também destruíram um caminhão.
Segundo Bruno Ribeiro, os adolescentes foram identificados após os investigadores refazerem o trajeto percorrido pelo grupo no dia do incêndio. Durante os depoimentos, os jovens passaram a apontar a participação uns dos outros, e pelo menos dois confessaram envolvimento no ataque ocorrido em junho.
Ainda de acordo com o delegado, todos os adolescentes foram ouvidos na delegacia na presença dos responsáveis, que, conforme a investigação, não tinham conhecimento da participação dos filhos nos crimes. Como não estavam mais em situação de flagrante, eles foram liberados após os depoimentos. A Polícia Civil informou que representará à Justiça pela internação dos envolvidos.
Procurado pela reportagem, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Especializada da Infância e Juventude de São Mateus, informou que aguarda o recebimento formal das informações da Polícia Civil para analisar o caso e adotar as medidas cabíveis, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).