O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) deflagrou duas operações de combate a organizações criminosas nesta quinta-feira (11): a Messis, que mira uma aliança entre Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Terceiro Comando Puro (TCP) em Vila Velha, e a quarta fase da Telic, que investiga integrantes do Primeiro Comando de Vitória (PCV) que atuam na Grande Terra Vermelha, também na cidade canela-verde.
Ao todo, 18 pessoas foram presas e 24 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Vila Velha e Cariacica.
Segundo a Polícia Militar, foram apreendidos 28 celulares; um notebook; uma pistola; dois revólveres; 86 munições; três carregadores; 10 quilos de maconha; 19 câmeras de videomonitoramento, três DVRs, duas balanças de precisão, uma máquina de cartão, R$ 20.721,00; documentos diversos e anotações relacionadas ao tráfico de drogas.
"Certamente existe vasta informação a ser extraída desses celulares apreendidos. Os desdobramentos ainda ocorrerão e certamente muitas outras prisões virão por aí", destacou o comandante-geral da PMES, coronel Ríodo Rubim.
Operação Messis
A Operação Messis apura crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico praticados no contexto de uma aliança promovida pelas facções PCC e TCP na região dos bairros Guaranhuns, Santa Rita, Alecrim, Primeiro de Maio e adjacências, em Vila Velha.
4ª fase da Operação Telic
Já a quarta fase da Operação Telic pretende identificar as ações de integrantes da organização criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV) que atuam na região da Grande Terra Vermelha.
As medidas judiciais cumpridas ao longo das fases anteriores resultaram na obtenção de provas de tráfico de drogas, organização criminosa, aquisição e porte de armamentos e munições, além de outras ações violentas, praticadas pela liderança do grupo, que emite ordens de dentro dos presídios por meio de mensagens repassadas por familiares e advogados. As determinações são repassadas e cumpridas pelos integrantes em liberdade da organização criminosa, cada qual com sua função.
Outras fases da Operação Telic mostraram a participação de advogados e até de agentes públicos no esquema criminoso. Clique aqui para saber mais.
Atuam nas duas operações, além do Gaeco, policiais militares e agentes do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Secretaria da Casa Militar (Notaer).