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Noroeste do ES

Operação prende suspeitos de estelionato em Barra de São Francisco

De acordo com as investigações, vários eletrônicos prontos para serem vendidos tinham componentes adulterados ou continham restrição de furto e roubo

Publicado em 25 de Maio de 2023 às 18:48

Vinícius Lodi

Publicado em 

25 mai 2023 às 18:48
Material apreendido durante a operação, em Barra de São Francisco
Material apreendido durante a operação, em Barra de São Francisco Crédito: Divulgação/PCES
Uma empresa que vende celulares e itens de informática foi alvo da Operação "Cydia Pomonella", da Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (25), em Barra de São Francisco, no Noroeste do Espírito Santo. A ação policial desarticulou um esquema criminoso de comércio irregular de aparelhos telefônicos. Durante as buscas, foram apreendidos diversos telefones, notebooks, tablets, entre outros. Duas pessoas foram presas, sendo o responsável pela loja e um militar da reserva que teria participado dos crimes.  
A investigação da Polícia Civil do Espírito Santo, realizada há mais de um ano, identificou irregularidades na atividade da empresa. Elas apontam que os responsáveis pela loja vendiam equipamentos eletrônicos com o preço abaixo do que é ofertado no mercado e não enviavam os produtos, explicou titular da 14ª Delegacia Regional, delegado Leonardo Forattini.
“Os responsáveis pela loja comercializavam produtos para vítimas de vários estados da federação, que adquiriam equipamentos eletrônicos com preços abaixo do praticado no mercado, porém não recebiam os objetos comprados ou recebiam aparelhos adulterados”, disse o delegado.
Durante as buscas também foram apreendidas várias “carcaças” de telefones, com peças que teriam sido retiradas para serem utilizadas em outros aparelhos. De acordo com as apurações, muitos eletrônicos tinham componentes adulterados ou continham restrição de furto e roubo.
A corporação informou que a loja de eletrônicos tinha uma estrutura luxuosa. O estabelecimento ostentava dezenas de caixas de iPhone nas vitrines, que o comerciante filmava e publicava em redes sociais para atrair clientes.
Em outra ponta do esquema, ele usava dados de terceiros para abrir contas bancárias. Quando alguém se interessava por algum aparelho anunciado, o comerciante solicitava o pagamento via Pix para uma dessas contas, mas não enviava a encomenda. O investigado também fazia vendas na loja física, mas os clientes recebiam aparelhos adulterados, com restrição de furto ou roubo.
“Identificamos, pelo menos, 50 vítimas em todo o País. Muitas que sequer receberam a encomenda. Aqui na cidade, encontramos uma pessoa que comprou um aparelho novo, na caixa, e quando foi ativar constatou que o IMEI estava com restrição de furto/roubo. Também há relatos de aparelhos que quebraram pouco tempo após serem comprados”, relatou o delegado Leonardo Forattini.
Segundo a Polícia Civil, foi formada uma organização criminosa investigada pela prática de diversos crimes de estelionato, receptação qualificada pelo exercício comercial, falsificação de documento particular. Os crimes estão previstos no Código de Defesa do Consumidor e também contra a ordem tributária.
O responsável pela loja também está sendo investigado pela Delegacia de Polícia (DP) de Mantenópolis pelo crime de extorsão e estelionato praticados contra a própria avó.

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