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Barra de São Francisco

Operação da PF mira esquema de migração ilegal aos EUA com 5 alvos no ES

Polícia Federal identificou associação criminosa que aliciava mais de 400 pessoas e movimentou milhões de reais em operações de lavagem de dinheiro

Publicado em 09 de Setembro de 2025 às 10:45

Sara Oliveira

Publicado em 

09 set 2025 às 10:45
Barra de São Francisco:  39% da população vive com apenas meio salário-mínimo de renda per capita
Vista aérea de Barra de São Francisco: PF cumpriu mandados de busca e apreensão na cidade Crédito: Divulgação | PMBSF
Cinco pessoas em Barra de São Francisco, Noroeste do Espírito Santo, foram alvo da Operação Héstia, deflagrada na manhã desta terça-feira (9) pela Polícia Federal (PF) em quatro outros Estados do país. A ação mira o contrabando de migrantes para os Estados Unidos e a lavagem de dinheiro. Segundo a corporação, foi identificado um esquema complexo em que brasileiros são aliciados com o falso sonho de entrada ilegal nos EUA.
A PF informou que, conforme as investigações, os envolvidos se utilizam de empresas do setor de viagens e turismo e de uma rede de intermediários, conhecidos como "coiotes", para promover a migração ilegal. A Polícia Federal estima que mais de 400 pessoas foram submetidas a esse esquema, muitas delas expostas a riscos extremos e violência durante o trajeto.
Em Barra de São Francisco, foi cumprido um mandado de prisão e quatro de busca e apreensão. Não há informações sobre como os investigados identificados no Espírito Santo atuavam dentro da organização criminosa.
Ao longo da investigação, foram identificadas transações financeiras que movimentaram mais de R$ 12 milhões, totalizando R$ 12.763.992,13. As transações envolviam diversas modalidades, incluindo transações diretas com as vítimas, movimentações em espécie ou por cheque e operações de câmbio.
Ainda conforme a PF, os integrantes da associação criminosa são investigados pelos crimes de contrabando de migrantes, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas para esses delitos podem ultrapassar 23 anos de prisão. “O objetivo da operação é descapitalizar a organização criminosa, interromper suas atividades e garantir que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados, evitando, assim, futuras vítimas desse tipo de prática criminosa”, ressaltou a corporação.

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