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Entenda o golpe

Operação contra “sextortion” mira cidade do ES; grupo movimentou R$ 4 milhões

Investigação mapeou pelo menos 20 vítimas e aponta que quadrilha usava redes sociais para seduzir vítimas e extorquir dinheiro; há mandados em cinco estados

Publicado em 21 de Maio de 2026 às 09:17

Redação de A Gazeta

Publicado em 

21 mai 2026 às 09:17

Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do Espírito Santo, está entre as cidades-alvo de uma operação da Polícia Civil do Paraná deflagrada nesta quinta-feira (21). A ação mira uma quadrilha especializada em “sextortion”, golpe em que vítimas são atraídas por meio das redes sociais e depois chantageadas com a ameaça de divulgação de conteúdos íntimos. As informações são do g1 Campos Gerais e Sul


De acordo com as investigações, o grupo teria movimentado quase R$ 4 milhões com as chantagens. Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão e cinco de busca e apreensão nas cidades de Santa Maria de Jetibá (ES), Jandaia (GO), São Luís (MA), Ielmo Marinho (RN) e João Pessoa (PB).


Segundo a polícia, os criminosos utilizavam fotos de terceiros para criar perfis falsos e abordar as vítimas pelas redes sociais. Inicialmente, estabeleciam vínculos afetivos, chegando a prometer casamento, e, em seguida, solicitavam o envio de fotos íntimas.


Posteriormente, passavam a exigir dinheiro sob o pretexto de despesas e outras justificativas. Quando havia recusa, as vítimas eram ameaçadas com a divulgação do material íntimo.


As investigações apontam que o esquema criminoso teve início em 2024 e já fez ao menos 20 vítimas em diversas cidades. Ainda conforme o g1, o grupo possuía uma divisão estruturada de tarefas. Um núcleo estrangeiro, com atuação operacional, utilizava terminais telefônicos com DDI da Nigéria (+234) e era responsável pela abordagem, sedução e extorsão das vítimas.


Já no Brasil, havia um núcleo voltado à lavagem de dinheiro, composto por operadores financeiros encarregados de ceder contas bancárias para o recebimento, ocultação e dissimulação dos valores obtidos ilegalmente, inclusive por meio da conversão em criptoativos.

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