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Jonas Soprani

Morte de ativista em Linhares: veja quem é quem na trama de assassinato

A reportagem de A Gazeta preparou material mostrando os suspeitos de envolvimento, de acordo com a polícia, e relembrando as etapas do caso

Publicado em 13 de Agosto de 2021 às 11:14

Vinicius Zagoto

Publicado em 

13 ago 2021 às 11:14
Execução de ativista em Linhares: infográfico mostra teia do crime
Suspeitos de envolvimento no crime Crédito: A Gazeta
A investigação sobre a morte do ativista Jonas da Silva Soprani, de 46 anos, em LinharesNorte do Espírito Santo, tem, até o momento, quatro suspeitos presos, incluindo um vereador eleito nas eleições de 2020. A reportagem de A Gazeta preparou um infográfico mostrando os suspeitos de envolvimento no crime, de acordo com a polícia, e relembrando os desdobramentos do caso. 

SUSPEITOS APONTADOS PELA POLÍCIA

Execução de ativista em Linhares: infográfico mostra teia do crime
Nomes e supostas participações, segundo a Polícia Civil Crédito: Arte A Gazeta
Damião Damasceno, preso junto com o irmão gêmeo Cosme Damasceno, chegou a ficar preso, mas teve a liberdade provisória concedida. Na defesa do suspeito, o advogado Júnior Mendonça argumentou que seu cliente foi ouvido pela autoridade policial, e que ficou comprovado que ele não tem qualquer relação com o crime, pois estava em Cariacica no dia dos fatos.
"Primeiro encontramos os intermediários, depois os autores dos disparos que ceifaram a vida de Jonas e o mandante", afirmou o titular da 16ª Delegacia de Linhares, delegado Fabrício Lucindo. 

HISTÓRICO DO CASO

  • 23 junho: Jonas da Silva Soprani é assassinado em um bar do bairro Novo Horizonte.
  • 20 de julho: Cosme Damasceno e Damião Damasceno são presos em Cariacica e transferidos para Linhares.
  • 29 de julho: vereador Waldeir de Freitas (PTB) é preso em Belo Horizonte. Estava na cidade para fazer um curso.
  • 30 de julho: vereador é transferido para Linhares.
  • 3 de agosto: Dudu, um dos executores, morre em confronto com a PM.
  • 3 de agosto: Cosme Damasceno tem a liberdade provisória concedida.
  • 12 de agosto: assessor parlamentar do vereador é preso em Linhares.

PRÓXIMOS PASSOS

Segundo Lucindo, outras diligências serão feitas na investigação e, até a próxima semana, o caso deve ser concluído deve ser encaminhado à Justiça.
"Estamos em fase final de investigação, ainda com algumas diligências que serão feitas no fim desta semana e na próxima. Acredito que, até a próxima, este crime esteja encaminhado para a Justiça, o Ministério Público. Mais alguns detalhes precisam ser preenchidos e algumas pessoas interrogadas", afirmou.

O QUE DIZ A CÂMARA DE LINHARES

A reportagem de A Gazeta procurou a Câmara de Linhares, na manhã desta sexta-feira (13), para saber se algum procedimento interno será aberto contra o vereador e se a cadeira dele foi ocupada por outro parlamentar, mas não obteve retorno. O texto será atualizado se a Casa enviar algum posicionamento.

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