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Medida protetiva

Homem invade casa da ex em Vila Velha, descumpre ordem judicial e é preso

Ele teria empurrado e agredido verbalmente a mulher; um dos filhos dela foi quem ligou para a Polícia Militar denunciando o descumprimento de medida protetiva

Publicado em 26 de Janeiro de 2025 às 12:46

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 jan 2025 às 12:46
Mulher teve casa invadida pelo ex, que descumpriu medida protetiva
Mulher teve casa invadida pelo ex, que descumpriu medida protetiva Crédito: Roberto Pratti
Um homem de 41 anos foi preso no final da noite de sábado (25) após invadir a casa da ex-companheira e descumprir uma medida protetiva determinada pela Justiça. O crime aconteceu no bairro Ibes, em Vila Velha. Os nomes dos envolvidos não estão sendo divulgados para preservar a vítima, que pediu ainda para não ter a idade informada na reportagem.
A Polícia Militar disse que a mulher relatou aos militares que o ex-companheiro invadiu a casa dela e a ameaçou. Ela confirmou que tem medida protetiva contra o homem e que ele invadia a casa dela constantemente e ameaçava ela e os filhos dela. Inclusive em algumas ocasiões chegou a agredi-los, segundo a mulher.
Em entrevista à TV Gazeta, a vítima disse que o ex-companheiro tentava entrar na casa, dizendo que queria frequentar a residência e dormir no local, mas ela negou.
“Falamos que não queríamos essa situação e que ele precisava aprender uma lição na vida, até pela segurança das crianças também. Ele ameaçou, deu empurrões, começou com agressões verbais e avisamos que íamos chamar a polícia. Ele chegou a tomar banho, que deixamos para ver se ele se acalmava”, relatou.
Ela contou que o filho e vizinhos ligaram para polícia. “Autorizei a entrada dos policiais. Todos os dias vemos notícias sobre feminicídio. Quem fica vulnerável sempre é a vítima, a Justiça tenta por meio de medida protetiva, mas existe apenas no papel”, desabafou.
Ela ainda relatou que já fez denúncias contra o ex-companheiro e não conseguiu sucesso, atribuindo ao fato como descaso. Segundo a mulher, o homem é usuário de drogas. Ela só descobriu que ele era usuário de drogas depois que se uniu a ele. O casal ficou junto por 21 anos.
“O agressor de mulheres, independentemente do uso de crack ou não, precisa ter um acompanhamento psicológico, clínicas que o habilitem, ou seja, torná-lo novamente sociável. Ele fica preso de dois a três meses, volta para a rua e estamos todos novamente vulneráveis. A gente precisa mudar de casa, de emprego e a vida toda por conta dessas agressões. Ficamos presas e eles soltos”, comentou.
O suspeito foi conduzido à Delegacia Regional de Vila Velha, autuado em flagrante por vias de fato e descumprimento de medida protetiva, na forma da Lei Maria da Penha, e encaminhado para o Centro de Triagem de Viana (CTV), segundo a Polícia Civil.
Com informações de Tarciane Vasconcelos, da TV Gazeta.

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