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Perto da escola

Estudante é agredido com soco-inglês e fica em estado grave em Vila Velha

Briga teria começado ainda dentro da escola, no banheiro, quando um aluno foi agredido por colegas; Polícia Civil investiga o caso

Publicado em 15 de Julho de 2025 às 12:05

Felipe Sena

Publicado em 

15 jul 2025 às 12:05
Um adolescente de 16 anos ficou ferido após ser agredido com um soco-inglês nas proximidades da Escola Estadual de Ensino Médio Godofredo Schneider, no bairro Prainha, em Vila Velha, conforme boletim de ocorrência registrado junto à Polícia Civil na segunda-feira (14). A agressão aconteceu na última quinta-feira (10), por volta das 18h30, na calçada em frente à unidade de ensino, no horário de saída do turno vespertino.
Conforme o boletim de ocorrência registrado pela mãe do jovem na Delegacia Regional de Vila Velha, o adolescente teria tentado apartar uma briga entre colegas de escola. No meio da confusão, ele acabou sendo atingido na cabeça por outro aluno, que portava um soco-inglês (arma branca que se encaixa aos dedos como anéis e potencializa ferimentos causados pelos golpes).
Imagens gravadas no local (veja acima) e enviadas à reportagem de A Gazeta, mostram uma confusão generalizada entre os alunos. Segundo a mãe da vítima, a briga teria começado ainda dentro da escola, no banheiro, quando um aluno foi agredido por colegas. O adolescente ferido teria tentado intervir para separar os envolvidos e, já fora do colégio, voltou a se envolver para impedir uma nova agressão, sendo então atacado com o objeto metálico.
Ele saiu do colégio, viu um colega apanhando, um menino segurando e dois batendo. Ele tentou separar a briga. Naquilo que ele tentou separar, foi agredido
X. - Mãe da vítima
A mãe do adolescente relatou que pelo menos três estudantes foram agredidos pelo mesmo grupo, sendo que um deles teve ferimentos ainda mais graves que seu filho. O estudante recebeu atendimento médico e não corre risco de morte, mas, segundo a mãe, está com medo de retornar às aulas.
Ela contou que o filho está com medo de voltar à escola. “Ele está abalado, está preocupado se ele vai sair de lá, se ele fica lá, porque ele tá com medo também de ir para uma escola e os agressores serem transferidos para lá”, relatou. Segundo ela, a coordenadora informou, em reunião, que os envolvidos na agressão serão transferidos da unidade escolar.
A reportagem procurou a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) para um posicionamento sobre o ocorrido, mas, até a publicação desta matéria, não houve retorno.
A Polícia Civil informou que, assim que tomou conhecimento dos fatos, a Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle) iniciou diligências investigativas para apurar o ocorrido. "Já foram ouvidas algumas pessoas e as equipes estão, neste momento, realizando levantamentos de mais informações acerca dos fatos. Para que a apuração seja preservada, outros detalhes não serão repassados no momento", disse a corporação. 

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