O empresário André Barbosa, de 34 anos, preso em Vila Velha por posse ilegal de arma de fogo e por fingir ser policial penal, acumula outras denúncias. A reportagem de A Gazeta teve acesso a ocorrências registradas pela ex-esposa do suspeito, que alega ter tido mais de R$ 1 milhão em prejuízo.
Segundo as denúncias, que estão sendo investigadas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Vila Velha, o casal chegou a ser sócio em uma empresa. Após uma auditoria realizada por um contador, constatou-se que André teria realizado, apenas em 2024, desvios de mais de R$ 300 mil do caixa. Em 2023, a análise apontou retiradas indevidas de mais de R$ 200 mil.
Também foi identificado que o suspeito teria falsificado a assinatura da ex para pegar um empréstimo em um banco no valor de R$ 295 mil. A vítima foi negativada em mais de R$ 400 mil pelo vencimento antecipado da dívida.
Em outro banco, a ex descobriu que teve uma conta aberta pelo suspeito, no nome dela, mesmo após a finalização da sociedade do casal. Neste caso, ela foi negativada em R$ 140 mil.
Além disso, a vítima ainda denunciou que André a teria colocado, sem o conhecimento dela, como avalista em contratos de financiamento que ultrapassam R$ 2 milhões, pondo o seu nome em risco.
A vítima também afirmou, em boletim de ocorrência, que foi submetida a violência psicológica, manipulação emocional, agressões verbais e ameaças, durante anos. Ela chegou a solicitar medida protetiva contra o ex-marido. Tudo foi denunciado à Polícia Civil.
Prisão e indícios de “estelionato do amor”
Na última quarta-feira (17), a Polícia Penal foi até o apartamento de André, na Praia de Itaparica, e encontrou uniformes e coletes com dizeres da Polícia Penal. Segundo a corporação, o suspeito se passava por agente para oferecer serviços de segurança privada.
Também foram apreendidas com ele armas, e André acabou autuado por posse ilegal de arma de fogo. A Polícia Penal ainda detalhou que o suspeito também era investigado por “estelionato do amor”.
“Ele enganava as vítimas, como aconteceu com uma ex-namorada que é policial penal, com promessas de investimentos, propostas financeiras, ganhos futuros, e fazia a pessoa pegar empréstimos, dinheiro emprestado com familiares. Depois não pagava essa pessoa e desaparecia”, destacou o Gladson Rossi, chefe da Divisão de Operações Táticas da Polícia Penal.
A reportagem de A Gazeta não localizou a defesa de André. O espaço segue aberto para manifestações.