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Polícia Federal

Empresário é preso com medicamentos emagrecedores ilegais em Vitória

Segundo a PF, o investigado adquiria os produtos no Paraguai e trazia para o Brasil de forma clandestina

Publicado em 17 de Junho de 2026 às 12:59

Júlia Afonso

Publicado em 

17 jun 2026 às 12:59
Material apreendido durante a Operação Black Station
Material apreendido durante a Operação Black Station Crédito: Divulgação | Polícia Federal

Um empresário de 35 anos foi preso pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Black Station, em Vitória, no Espírito Santo, na manhã desta quarta-feira (17). A informação foi apurada pelo repórter Diony Silva, da TV Gazeta


A ação ocorreu em combate à importação clandestina de aparelhos eletrônicos e de medicamentos utilizados para emagrecimento. Segundo a PF, o investigado adquiria os produtos no Paraguai e trazia para o Brasil de forma clandestina. Depois vendia os materiais em um estabelecimento na capital capixaba. 


Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa e no estabelecimento do empresário, localizados nos bairros Praia do Canto e Barro Vermelho. O nome do preso não foi divulgado. 


Materiais apreendidos:

  • 19 celulares de última geração
  • 256 ampolas de tirzepatida (produzidas no Paraguai)
  • 26 canetas de retatrutida (produzidas no Paraguai)


A tirzepatida é um medicamento aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e comercializado no Brasil sob a marca Mounjaro, cuja dispensação exige retenção de receita médica. No entanto, a importação e a comercialização de produtos provenientes do Paraguai sem autorização e sem observância das exigências legais representam riscos à saúde pública, especialmente pela ausência de garantia quanto à procedência, qualidade, armazenamento e controle sanitário.


Já a retatrutida permanece em fase de desenvolvimento clínico e ainda não possui aprovação para comercialização por autoridades regulatórias, razão pela qual não há autorização para sua venda regular no Brasil.


De acordo com a Polícia Federal, o empresário deve responder pelos crimes de descaminho e de importação irregular de medicamentos. A reportagem busca mais informações com a corporação.

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