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Homofobia

Suspeito de matar duas jovens em Linhares é interrogado em audiência

Defesa e acusação têm cinco dias para se manifestarem; crime teria sido motivado por homofobia

Publicado em 31 de Janeiro de 2019 às 11:59

Publicado em 

31 jan 2019 às 11:59
Principal acusado de ter assassinado Emilly e Meiry, Roberto Luis Pavani chegou algemado ao Fórum em Linhares Crédito: Reprodução/TV Gazeta Norte
Depois de ter o interrogatório adiado em novembro do ano passado, o principal suspeito de ter assassinado as jovens Emilly Martins Pereira, de 21 anos, e Meiryhellen Bandeira, de 28 anos, foi ouvido durante a segunda audiência de instrução do caso, por volta das 16h dessa quarta-feira (30), no Fórum Desembargador Mendes Wanderley, em Linhares, no Norte do Estado.
Vizinho de Emilly, Roberto Luis Pavani teria atirado nas costas de ambas, na rua em que moravam, por não aceitar o relacionamento entre elas. Além dele, os dois policiais militares que atenderam a ocorrência no dia 21 de setembro de 2017 também foram ouvidos. Vestindo camisetas estampadas com os rostos das vítimas, familiares das vítimas participaram da audiência.
Na porta do Fórum, o pedido da família era um só: justiça. “O que mais dói é que naquele dia elas estavam apenas conversando. Só isso. Foi muito injusto o que ele fez”, comentou Maria José Bandeira Freire, tia de Meiry. “Minha sobrinha não gostava de confusão, nunca foi de falar alto. Ela simplesmente baixava a cabeça e saia”, contou.
Bastante emocionada, Márcia Maria Vaz, mãe de Emilly, torce para que o caso seja solucionado logo. “Quero que o julgamento seja marcado o mais rápido possível, porque viver isso tudo de novo é difícil. Não é fácil. É muito sofrimento para nós, da família. Já faz mais de um ano, não aguentamos mais esperar”, desabafou segurando o choro.
A audiência de instrução, que teve início marcado para as 15h30 dessa quarta-feira (30), foi a segunda do caso. A primeira aconteceu no dia 29 de novembro do ano passado, quando oito testemunhas da acusação foram ouvidas, entre elas dois investigadores, um vizinho que mora e frente ao local do crime e as mães de Emilly e Meiry.
Segundo as famílias das vítimas, a Justiça deu um prazo de cinco dias para a defesa e a promotoria se manifestarem. E, somente após essa data limite, as próximas etapas serão definidas.

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