Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Investimentos

Sete negócios do petróleo vão movimentar R$ 8,1 bilhões no ES até 2025

São esperados investimentos em projetos de grandes empresas, como a Petrobras e a Shell, mas também de agentes novos neste mercado

Publicado em 29 de Abril de 2022 às 16:35

Caroline Freitas

Publicado em 

29 abr 2022 às 16:35
Empresas do setor de petróleo e gás devem investir cerca de R$ 8,14 bilhões no Espírito Santo até 2025. A expectativa é de que os negócios, que estão em diferentes estágios de desenvolvimento, criem oportunidades para empresas locais, gerem emprego e renda, e também elevem as receitas de Estado e municípios.
O levantamento consta na 5ª edição do Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado (Findes), por meio do Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (Ideies), e lançado nesta sexta-feira (29).
O principal investimento é da Petrobras, que confirmou, em novembro de 2021, que as operações do projeto Integrado Parque das Baleias (IPB) terão início em 2024. O projeto, que atualmente está em fase de licitação, prevê a instalação de um novo navio-plataforma, que ampliará a produção no campo de Novo Jubarte, no Litoral Sul capixaba.
FPSO Capixaba, fundeada no campo de Cachalote e Baleia Branca, fica na porção da Bacia de Campos localizada no Espírito Santo
Plataforma FPSO Capixaba, que deixará de operar em 2022 e será substituída pelo Integrado Parque das Baleias em 2024 Crédito: Valter Monteiro/Agência Petrobras
A nova infraestrutura para produção de petróleo e gás, orçada em aproximadamente R$ 5 bilhões, é um dos projetos mais aguardados pelo Espírito Santo, e faz parte do cronograma prioritário da estatal.
Buscando concentrar suas atividades nos campos de petróleo de maior porte e produtividade, principalmente na área de pré-sal, a Petrobras vem intensificando seus planos de desinvestimento nos últimos anos, abrindo espaço para a entrada de novos agentes no mercado.
Neste sentido, a Karavan Oil & Gas, que, em agosto de 2020, adquiriu a participação da petroleira em 27 campos terrestres de petróleo e gás, da área conhecida como Polo Cricaré, na Região Norte do Estado, pode investir R$ 1 bilhão em atividades de exploração e produção dessas áreas, até 2025.
A Shell Brasil também prevê investimentos da ordem de R$ 1 bilhão em desenvolvimento e produção dos campos do Litoral Sul do Espírito Santo, nesse mesmo período. As movimentações já estão em andamento.
Também estão no radar investimentos das empresas Imetame, ES Gás, e PetroRio. Esta última deve aplicar R$ 800 milhões no projeto de Wahoo, que contempla a perfuração de poços no litoral Sul do Espírito Santo, e a sua conexão com o FPSO de Frade, na Bacia de Campos, na costa Norte do Rio de Janeiro.
Companhia de Gás do Espírito Santo (ES Gás), por sua vez, deverá investir até R$ 300 milhões para expandir a rede de distribuição de gás no território capixaba. A meta é construir mais de 292 mil metros de gasodutos de distribuição e ligar mais de 96 mil novos consumidores à rede do gás, que hoje atende a cerca de 60 mil consumidores em 13 municípios capixabas. O aporte será de R$ 260 milhões.
Além disso, está em execução a interligação da rede de distribuição de Linhares ao gasoduto de transporte Cacimbas-Catu, para ampliar a capacidade de fornecimento ao município de Linhares, levando gás para indústrias. São previstos cerca de 40 quilômetros de dutos, que devem demandar um investimento médio de R$ 40 milhões.
Outros R$ 40 milhões devem ser investidos pela Imetame, que adquiriu, junto à Petrobras, a totalidade de participações nos campos terrestres do polo Lagoa Parda, na região de Linhares.
Os negócios são um alento para o Estado, que é o terceiro maior produtor de petróleo do país, e quarto maior produtor de gás, e, nos próximos anos, deve encarar a desaceleração da produção de petróleo, em função do amadurecimento dos poços.
A perspectiva é de que, até 2025, a produção de petróleo em mar (offshore) tenha queda média anual de 2,17%, alcançando uma produção de 64,4 milhões de barris. Já no ambiente onshore (em terra), a redução média anual é estimada em 3,58%, atingindo 2,5 milhões de barris.
A economista-chefe da Findes e gerente-executiva do Observatório da Indústria, Marília Silva, observa que trata-se de algo natural, e que já vinha sendo acompanhado há vários anos. Uma vez que petróleo e gás são recursos finitos, gradualmente, a tendência é que a produtividade dos campos reduza.
“O Espirito Santo está nesse momento de ter campos maduros e a gente vem observando uma tendência de queda [na produção]. Mas, por exemplo, no caso do offshore, a gente sabe que um investimento muito importante está anunciado para o Estado, que é o projeto do Integrado Parque das Baleias, amenizaria consideravelmente esse recuo.”
Isto é, a queda nos níveis de produção poderiam ser ainda maiores nos anos seguintes, caso não houvesse investimentos previstos para a área.
Mesmo com essa queda na produção, especialistas da área de petróleo e gás da Findes consideram que as receitas de Estado e municípios com royalties e participações especiais continuarão elevadas, pelo menos no curto prazo, por causa do preço do petróleo, cujo barril, atualmente, é cotado a mais de US$ 100. No auge da pandemia, chegou a valer menos do que US$ 20.
A alta do preço da commodity é explicada não apenas pela retomada das atividades econômicas globais, mas também pelo pessimismo em relação ao conflito entre Ucrânia e Rússia.
“O setor de petróleo acaba sendo influenciado por acontecimentos globais. A pandemia [não controlada em certas áreas da China, por exemplo] acaba impactando preços, porque é uma commodity, e acaba gerando incertezas que vão acumulando ou vão tendo desdobramentos em outras frentes. Mas, nesse momento específico, mais do que a pandemia, a grande preocupação é o conflito entre Rússia e Ucrânia”, destaca a economista-chefe da Findes.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Modelo da nova CIN (Carteira de Identidade Nacional), que vai substituir RG
Cariaca ganha novo posto para tirar a nova Carteira de Identidade
Imagem de destaque
Almoço saudável: 5 receitas com arroz e feijão que fogem do tradicional
Paisagem de montanha em São Roque de Maravilha, distrito de Alfredo Chaves que registrou 8º
Município capixaba dos 40 graus tem onda de frio de até 4 graus

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados