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Quase 1 milhão de domicílios do Espírito Santo não tinham microcomputador nem tablet em 2025, o equivalente a mais da metade das residências do Estado. O número é o maior da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2016, e foi divulgado na quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o levantamento, 985 mil dos 1,603 milhão de domicílios capixabas estavam sem os equipamentos no ano passado. Em 2016, eram 623 mil residências nessa condição.
Por outro lado, 618 mil domicílios possuíam pelo menos um desses equipamentos. Desse total, 589 mil contavam com microcomputador, 148 mil tinham tablet e 120 mil possuíam os dois dispositivos.
Os números mostram uma mudança no perfil dos equipamentos presentes nos lares capixabas ao longo da última década.
Celular amplia presença nos lares do ES
Enquanto computadores e tablets estão presentes em uma parcela menor dos domicílios, o telefone celular se consolidou como um equipamento praticamente universal no Espírito Santo.
Em 2025, dos 1,603 milhão de domicílios do Espírito Santo, cerca de 1,573 milhão possuíam algum tipo de telefone. Desse total, 1,570 milhão contavam com aparelho celular, enquanto apenas 50 mil tinham telefone fixo convencional. Em 47 mil residências, havia os dois tipos de telefone.
O número de lares sem qualquer telefone também caiu no período analisado pela pesquisa. Em 2016, eram 48 mil domicílios nessa situação. Em 2025, esse número caiu para 29 mil.
Os dados reforçam a ampla presença do telefone móvel nos lares capixabas e indicam uma transformação no acesso aos meios de comunicação e aos serviços digitais.
Grande Vitória acompanha tendência do Estado
Na Região Metropolitana da Grande Vitória, os números seguem a tendência observada em todo o Estado.
Dos 794 mil domicílios, 415 mil não possuíam computador ou tablet. Outros 379 mil contavam com pelo menos um dos equipamentos, sendo 364 mil com microcomputador e 99 mil com tablet. Em 84 mil casas, os dois dispositivos estavam presentes.
Televisores de tela fina dominam os lares
A pesquisa também mostra que os aparelhos de televisão de tela fina praticamente substituíram os antigos televisores de tubo nas residências capixabas.
Entre os 1,531 milhão de domicílios com televisão em 2025, cerca de 1,4 milhão possuíam apenas aparelhos de LED, LCD ou plasma. Apenas 25 mil lares ainda utilizavam exclusivamente televisores de tubo, enquanto 11 mil mantinham os dois tipos de equipamento.
Na comparação histórica, os dados revelam um grande salto no número de televisões de tela fina na casa dos capixabas. Em 2016 cerca de 58% das moradias possuíam o aparelho, enquanto, em 2025, mais de 97% dos domicílios possuíam o modelo.
Cenário nacional
No Brasil, a predominância também é das televisões de tela fina. Dos 75,1 milhões de domicílios com televisão em 2025, 71,4 milhões possuíam exclusivamente esse tipo de aparelho.
Segundo a Pnad Contínua, domicílios com televisão sem acesso a serviço de televisão por assinatura chegaram a cerca de 57 milhões de domicílios em 2025 no país, sendo o preço o principal motivo apontado pelos entrevistados.
Além disso, dos 80 milhões de domicílios em 2025, cerca de 47 milhões não possuíam nem microcomputador nem tablet. Outros 32,7 milhões contavam com pelo menos um dos equipamentos.
Assim como no Espírito Santo, o microcomputador permaneceu mais presente que o tablet. Ao todo, 30,9 milhões de domicílios brasileiros possuíam computador, enquanto 9,2 milhões contavam com tablet. Em 7,6 milhões de residências, os dois equipamentos estavam disponíveis.