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Peso no bolso

Gasto com energia puxa inflação em agosto na Grande Vitória

IPCA atingiu 1,3% no mês passado, segundo o IBGE. A alta é a maior desde dezembro de 2020 e a maior para o mês na série histórica

Publicado em 09 de Setembro de 2021 às 10:22

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 set 2021 às 10:22
Energia elétrica
Conta de energia elétrica sobe novamente. Crédito: Carlos Alberto Silva
A alta nos preços de alimentos, combustíveis e energia fez a inflação na Grande Vitória ser de 1,3% no mês de agosto. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano, o indicador acumula variação de 6,61% e, em 12 meses, soma 11,07% na Região Metropolitana capixaba.
O resultado em agosto é o maior desde dezembro do ano passado e a maior inflação para o mês de agosto na série histórica do IPCA na Grande Vitória.
No Estado, a inflação foi puxada em agosto principalmente pelos gastos com energia elétrica residencial, que ficou em 10,49%. O valor de venda da gasolina também teve avanço de 2,79%.
Por grupos, a habitação foi a que levou o consumidor a aumentar ainda mais os gastos, com avanço de 4,15% nas despesas. Alimentos e bebidas tiveram alta de 1,23%.

INFLAÇÃO NO PAÍS É DE 0,87%

A inflação teve alta de 0,87% em agosto, a maior para o mês desde o ano 2000. Com isso, o indicador acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses, acima do registrado nos 12 meses imediatamente anteriores (8,99%). Em agosto do ano passado, a variação mensal foi de 0,24%. Os dados são Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (9) pelo IBGE.
Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram em agosto, com destaque para os transportes, que teve a maior alta de preços. Puxado pelos combustíveis, o grupo registrou a maior variação (1,46%) e o maior impacto (0,31 p.p.) no índice geral. A gasolina subiu 2,80% e teve o maior impacto individual (0,17 p.p.). Etanol (4,50%), gás veicular (2,06%) e óleo diesel (1,79%) também ficaram mais caros no mês.
“O preço da gasolina é influenciado pelos reajustes aplicados nas refinarias de acordo com a política de preços da Petrobras. O dólar, os preços no mercado internacional e o encarecimento dos biocombustíveis são fatores que influenciam os custos, o que acaba sendo repassado ao consumidor final. No ano, a gasolina acumula alta de 31,09%, o etanol 40,75% e o diesel 28,02%”, disse o analista da pesquisa, André Filipe Guedes Almeida.

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