Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Reajuste na tarifa

Gás natural distribuído pela ES Gás pode ficar até 40% mais caro

Petrobras mudou metodologia de cálculo do preço da molécula, o que pode encarecer o produto a partir de janeiro de 2022 para o consumidor final; Estado vai recorrer

Publicado em 02 de Dezembro de 2021 às 11:23

Caroline Freitas

Publicado em 

02 dez 2021 às 11:23
ES Gás assumiu a concessão da distribuição de gás natural canalizado no dia 1º de agosto
ES Gás assumiu a concessão da distribuição de gás natural canalizado Crédito: ES Gás/Divulgação
Única empresa a apresentar uma proposta válida, a Petrobras foi a vencedora da Chamada Pública para aquisição de gás natural realizada pela Companhia de Gás do Espírito Santo (ES Gás), e vai continuar fornecendo o insumo à distribuidora capixaba entre 2022 e 2025.
Contudo, mudanças na metodologia de cálculo do preço da molécula de gás natural pela Petrobras podem deixar o insumo distribuído pela ES Gás até 40% mais caro a partir de 1° de janeiro de 2022. Isso porque a petroleira adotou uma majoração para novos contratos negociados com as concessionárias estaduais. O governo do Estado tenta recorrer.
Na nova proposta, os contratos de quatro anos, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2022, teriam reajuste de aproximadamente 50% no preço atual para o primeiro ano e com cenário de redução para os anos seguintes, “a depender do preço do petróleo e do dólar e, principalmente, da real concorrência na oferta de molécula por outros supridores”.
Gás natural distribuído pela ES Gás pode ficar até 40 por cento mais caro
Anteriormente, a estatal chegou a propor que o reajuste fosse de 100%, o que poderia praticamente dobrar o preço do gás natural, que, atualmente, é composto da seguinte maneira:
  • 55% - preço da molécula de gás;
  • 25% - impostos federais e estaduais;
  • 11% - transporte;
  • 9% - distribuidoras (custos e margem de lucro).
Diante disso, a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) apresentou uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), “denunciando as práticas anticompetitivas do agente dominante", e chegou-se ao novo acordo. Ainda assim, a majoração do preço da molécula em 50% tem impacto significativo aos consumidores.
No total, 68,7 mil consumidores do Espírito Santo serão afetados, sendo 67,9 mil clientes residenciais, e os demais, CNPJs, como indústrias, comércios, entre outros. Também entra nesta conta o gás natural veicular (GNV).
O secretário de Inovação e Desenvolvimento do Estado, Tyago Hoffman, destacou que o Estado tem apelado à Petrobras para que retome as condições de reajuste do contrato atual, que implicam em aumentos inevitáveis, mas em patamar muitíssimo inferior.
"A Petrobras pegou o preço do brent e colocou mais 50%. Então, a molécula chegará para nós 50% mais caro, e esse custo será repassado para o preço final do gás, que terá um aumento em torno de 40%, tendo em vista que a molécula representa a maior parte da base de cálculo. Sempre haverá algum aumento porque o brent já aumentou, só que se tirar esses 50% a mais que a Petrobras colocou, seria um aumento de 5% a 10% e não o que está sendo proposto."
Tyago Hoffmann, secretário de Inovação e Desenvolvimento do Estado
Tyago Hoffmann, secretário de Inovação e Desenvolvimento do Estado Crédito: Hélio Filho/Secom
"Continuamos na mesa de negociação para que a Petrobras retome a forma de cálculo anterior, porque assim teremos um reajuste muito menor. Da forma como está hoje, esse impacto de 40% vai atingir além do cliente residencial, os clientes industriais, então afeta também a competitividade da nossa indústria. É um problema que está acontecendo no Brasil inteiro, mas nós temos que lutar para manter a competitividade da indústria capixaba porque é o que gera emprego e renda para os capixabas"
Tyago Hoffman - Secretário de Inovação e Desenvolvimento do Espírito Santo
Embora outras empresas tenham apresentado seus projetos, apenas a Petrobras atendeu a todos os critérios. Isso porque o contrato anterior para fornecimento encerra-se em 31 de dezembro e nenhuma das demais companhias que fornecem a molécula têm a capacidade para fornecer o insumo já no mês seguinte.
A ES Gás já fez uma reclamação ao Cade, e agora o governo do Estado também vai recorrer ao órgão de proteção à concorrência, para que as condições do contrato anterior sejam mantidas, de modo a evitar o reajuste, considerado abusivo, tendo em vista que somente a Petrobras tem hoje as condições para fornecer o insumo, em uma espécie de monopólio. Caso não surta efeito, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) já se organiza para entrar com uma eventual ação judicial. Se o contrato com a Petrobras permanecer como está, o reajuste de 35% a 40% para o consumidor final acontecerá.
"Ainda estudamos as teses possíveis. Vamos acompanhar o desenrolar da reclamação junto ao Cade, as providências que eventualmente serão adotadas pelo Cade, mas havendo essa necessidade, a ação judicial terá por objetivo uma medida liminar também com esse escopo: garantir a manutenção desses contratos [como são], garantir também a ordem econômica em nosso Estado, sem possibilitar que a Petrobras possa impor esse aumento que, nesse momento, nós consideramos abusivo", esclareceu o subprocurador Rafael Induzzi Drews.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Horóscopo do dia: previsão para os 12 signos em 16/06/2026
Editais e Avisos - 16/06/2026
Cartórios - 16/06/2026

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados