Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Em Vila Velha

Vacina vaza no braço de professora no ES e prefeitura não reaplica dose

Após tomar a dose de reforço contra a Covid-19 neste sábado (22) em Vila Velha, professora de 42 anos percebeu que o imunizante estava escorrendo pelo braço

Publicado em 22 de Janeiro de 2022 às 20:40

Vinicius Zagoto

Publicado em 

22 jan 2022 às 20:40
A bióloga e professora Jane Lopes, de 42 anos, foi neste sábado (22) ao Tartarugão, em Vila Velha, para receber a tão esperada dose de reforço da vacina contra a Covid-19. No entanto, saiu de lá frustrada. Após a aplicação, o imunizante vazou e escorreu pelo braço dela e, mesmo questionando a equipe de vacinação no local, não foi reaplicada a dose.
De acordo com o protocolo vacinal da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), quando houver extravasamento das vacinas de Covid-19, a orientação é que a dose padrão do imunizante utilizado seja aplicada novamente, conforme informou a pasta. Isso, porém, não ocorreu.
Em conversa com a reportagem de A Gazeta, Jane explicou que percebeu o imunizante escorrendo no braço logo após a aplicação e se dirigiu à vacinadora ainda no local.
“Eu não fiquei olhando, porque tenho medo de agulha e, desta vez, acabamos não gravando o momento. Fui em direção ao meu filho e ele disse: ‘mãe, está escorrendo’. Então voltei para conversar com a vacinadora, ela foi falar com a coordenadora e pediu para eu aguardar”, relata.
A professora diz que a equipe do local não aplicou outra dose e alertou para a possibilidade de ocorrer uma superdosagem.
O Ginásio Tartarugão, em Vila Velha, onde são aplicadas as vacinas contra a Covid-19 Crédito: Prefeitura de Vila Velha
Jane chegou a cogitar fazer um teste de anticorpos para ver se recebeu a quantidade suficiente do imunizante, como sugeriu a equipe no local. No entanto, não foi entregue para ela nenhum documento que registrasse o ocorrido, tampouco algum encaminhamento se o exame poderia ser realizado na rede pública.
“Eu pensei: e se os anticorpos estiverem baixos? Como vou provar que não recebi a vacina, porque foi registrado no sistema do SUS  (Sistema Único de Saúde) que eu recebi a dose de reforço”, conta.
Ao questionar a equipe de vacinadores se havia como registrar o problema no sistema, a resposta foi negativa e, segundo Jane, a orientação foi fazer o teste de anticorpos.
"Escorreu bastante, deu para ver que foram mais de três gotas (de vacina)"
Jane Lopes - Bióloga e professora

DEVERIA TER RECEBIDO OUTRA DOSE, DIZ SESA

Em nota, a Sesa informou que capacita multiplicadores municipais em normas e procedimentos para vacinação e é responsabilidade de cada município capacitar e supervisionar suas equipes locais de vacinação. Evidenciou ainda que, nestes casos, o profissional deve notificar erros no e-SUS Notifica.
“A Sesa esclarece que em situações que possam ocorrer extravasamento de vacina no momento da aplicação, o profissional deve providenciar a notificação do erro de imunização no e-SUS Notifica, e no caso das vacinas contra a Covid-19, aplicar de forma imediata a dose padrão recomendada do imunizante utilizado", afirmou a posta.
A Sesa ainda destacou que não há recomendação de testes sorológicos para avaliar a resposta de produção de anticorpos da vacina contra a Covid-19, como sugerido para a professora pela equipe da vacinação.
A pasta orientou ainda que Jane, ou qualquer outra pessoa que passe pela situação, assim que perceber o ocorrido retorne ao local de vacinação e fale com o supervisor, ou busque a referência municipal de imunizações para esclarecer o fato.

O QUE DIZ A PREFEITURA

Prefeitura de Vila Velha enviou nota explicando que a equipe de vacinação, considerando o quantitativo que teria vazada, entendeu que não justificaria a aplicação de nova dose.
“Depois de sair, a mesma retornou afirmando ter observado que um líquido escorreu do seu braço. A equipe técnica deu as orientações conforme normatização de protocolo vacinal e disponibilizou um telefone de contato para paciente em caso de dúvida", diz a nota.
A prefeitura destacou que a professora será monitorada e o caso será avaliado e acompanhado pela equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde.
Jane, porém, ressaltou que não chegou a sair do local de vacinação antes de relatar o problema. Ela continuou no Tartarugão e se dirigiu às vacinadoras para falar sobre o ocorrido pouco depois.
Questionada sobre o “extravasamento de vacina” citado pela Sesa, a prefeitura enviou nova nota alegando que “não houve o ‘extravasamento da vacina no momento da aplicação’ e que a equipe do local avaliou a situação e conforme o protocolo vacinal, considerando o quantitativo, decidiu pela não aplicação de nova dose.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Arma estava irregular e foi apreendida pela PM
Adolescente é baleada pela mãe em shopping de Cachoeiro de Itapemirim
Imagem de destaque
5 cortes que dão mais volume aos cabelos finos
Imagem de destaque
5 destinos para unir turismo e paixão pelo futebol na América do Norte

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados