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Imunização

Sesa autoriza vacinação de estudantes para intercâmbio no exterior

De acordo com resolução publicada nesta quinta-feira (22), somente os alunos já matriculados em instituição estrangeira poderão receber a vacina

Publicado em 23 de Julho de 2021 às 18:10

Glacieri Carraretto

Publicado em 

23 jul 2021 às 18:10
Vacina contra Covid-19 em Linhares
Vacina contra Covid-19: vacinação surgiu pela demanda de um grupo de 23 estudantes capixabas que vão realizar intercâmbio Crédito: Felipe Tozatto/Secom
Uma medida de enfrentamento da pandemia do coronavírus deve beneficiar estudantes que vão estudar fora do Brasil. Em uma resolução de quinta-feira (22), a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) publicou que alunos de instituições estrangeiras deverão entrar na fila da vacinação o mais breve possível.
A vacinação surgiu pela demanda de um grupo de 23 estudantes capixabas que vão realizar intercâmbio e ainda não foram contemplados pelas etapas da vacinação nacional. O grupo, com faixa etária de 20 e 25 anos,  encaminhou uma carta ao governador Renato Casagrande e, posteriormente, se reuniu com representantes da Sesa. De acordo com a estudante e líder do grupo, Tainã Oliveira, alguns países não aceitam viajantes que não estejam 100% imunizados, por isso a preocupação. 
Na França, além de estar totalmente vacinado, é necessário que a pessoa esteja imunizada com uma das vacinas aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que são a Pfizer, a Moderna, a Astrazeneca e a Janssen. No Brasil, com exceção da Moderna, as outras já estão sendo aplicadas.
Por meio da Comissão Intergestora Bipartite, foi tomada a decisão de imunizar estudantes já matriculados em programas de formação, ensino e pesquisa no exterior e com mais de 18 anos.  
A resolução aponta que ficará a cargo da Sesa operacionalizar a vacinação desse público, mas já define que será por lista nominal e que cada estudante deverá apresentar comprovante de identidade e de matrícula ou documento que comprove o elo com a instituição de ensino estrangeira onde ocorrerá a atividade educacional. 
Apesar da aparente boa notícia, os estudantes que vão viajar dependeriam da aplicação da Janssen, que é a única vacina aplicada com dose única, ou da diminuição do intervalo de aplicação da vacina da Pfizer para 21 dias, como já acontece em outros países. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, o intervalo recomendado é de 12 semanas, o equivalente a três meses.
"Estamos esperando, pois ainda não temos uma definição real de quando essa vacinação vai acontecer, fato que ainda nos causa angústia", pontuou Tainã. 
Questionada sobre quando será efetivada a aplicação das doses nos estudantes, a Sesa respondeu, por nota, que a imunização desse grupo está em fase de organização, e a previsão é que, inicialmente, seja realizada com doses da Janssen (reserva técnica), sendo aplicadas exclusivamente na Rede de Frio do Estado, que fica em Bento Ferreira, Vitória. Não informou a data  em que isso ocorrerá. 
A Sesa esclarece que a medida se aplica a todos os pesquisadores e alunos intercambistas participantes de programas de intercâmbio do governo ou privados.

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