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Detalhando a urna

Repórter de A Gazeta é finalista de prêmio nacional do Poder Judiciário

Eduarda Lisboa chegou à final da categoria Jornalismo Regional na premiação que incentiva a produção de reportagens que evidenciem o papel do Judiciário na promoção da cidadania e no combate à desinformação

Publicado em 28 de Agosto de 2025 às 16:51

João Barbosa

Publicado em 

28 ago 2025 às 16:51
Eduarda Lisboa, repórter e analista de distribuição das redes sociais de A Gazeta
Eduarda Lisboa, repórter e analista de distribuição das redes sociais de A Gazeta Crédito: Arquivo pessoal
A repórter Eduarda Lisboa, de A Gazeta, é finalista do II Prêmio Nacional de Jornalismo do Poder Judiciário — Direitos Humanos, Cidadania e Tecnologia. Com a reportagem “A urna eletrônica é segura? A Gazeta explica como ela funciona". Eduarda chegou à final da categoria Jornalismo Regional, em que disputa o prêmio com um veículo de São Paulo.
Promovido pelo Supremo Tribunal Federal em conjunto com os demais tribunais superiores do Brasil, o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho da Justiça Federal, o prêmio, neste ano, incentivava a produção de reportagens sobre dois eixos temáticos. O primeiro tem como tema "Direitos humanos, cidadania e meio ambiente". Eduarda é finalista no segundo eixo, que aborda "Inteligência artificial, inclusão digital e desinformação".
As reportagens finalistas foram avaliadas por critérios de conexão com o tema principal; relevância para o Judiciário e para a sociedade; qualidade editorial e jornalística; criatividade e originalidade na abordagem. A cerimônia de premiação será realizada em 10 de setembro, no Salão Branco do STF, em Brasília, onde serão anunciados os vencedores.
Essa é a primeira experiência de Eduarda em uma disputa nacional. Em fevereiro deste ano, ela ficou com o troféu de segundo lugar na categoria Estágio do 15º Prêmio de Jornalismo da Rede Gazeta, com a reportagem “Colorismo: negros explicam como tom da pele define o racismo que sofrem”, produzida em novembro de 2023, quando ainda era estagiária da empresa.
Já efetivada, a repórter e atual analista de distribuição das redes sociais de A Gazeta conta que a matéria finalista no prêmio do Poder Judiciário foi construída durante as eleições municipais de 2024 para detalhar o funcionamento da urna eletrônica e para desmentir fake news sobre o sistema de votos no Brasil.
“Apesar de ser algo que existe há um bom tempo, muitas pessoas ainda não têm consciência de como funciona a urna eletrônica. Fizemos um conteúdo informativo para ir de encontro a notícias falsas que surgem no período de eleições e para tirar dúvidas dos eleitores”, explica a repórter.
Para elaboração do material, Eduarda visitou o Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) com o repórter fotográfico Carlos Alberto Silva, entrevistando Danilo Marchiori, secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal.
Na ocasião, Marchiori detalhou o funcionamento da urna eletrônica, explicou se podem ou não ser hackeadas; explicou como é o processo de captação dos votos desde a digitação no teclado até a divulgação do resultado aos eleitores.
“O mais complicado foi levantar essas dúvidas para elaborar as perguntas de uma maneira que fizesse sentido para os usuários e para um debate sério e didático sobre a urna. Agora, fica a satisfação de que o trabalho saiu do senso comum e chegou a um resultado de qualidade”, finaliza Eduarda.

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