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Na Capital

Manifestação de alunos em favor da educação interdita via de Vitória

Ato é organizado por estudantes e servidores públicos da Ufes e do Ifes; faixas das avenidas Vitória e Nossa Senhora da Penha ficaram fechadas durante à noite

Publicado em 18 de Outubro de 2022 às 18:40

Maria Fernanda Conti

Publicado em 

18 out 2022 às 18:40
Um protesto em favor da educação e contra o governo federal interditou as avenidas Vitória e Nossa Senhora da Penha, na noite desta terça-feira (18), em Vitória. Dois grupos de manifestantes, um que saiu do Teatro da Ufes e outro de Jucutuquara, se encontraram na altura da Praça do Cauê. Às 20h30, o ato foi encerrado em frente a Assembléia Legislativa (Ales), na Enseada do Suá.
O primeiro grupo saiu da Ufes por volta das 18h, em direção à Reta da Penha, e ocupou as três faixas no sentido Centro da cidade. Já o segundo se deslocou da praça ao lado do Ifes, onde fecharam uma faixa da Avenida Vitória. Na sequência, os manifestantes passaram pela Cezar Hilal e se encontraram com o grupo que partiu do campus de Goiabeiras na Reta da Penha.
A manifestação foi organizada por estudantes e servidores públicos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).
A Secretaria de Segurança Urbana de Vitória (Semsu) informou que, inicialmente, uma faixa estava livre para a passagem de veículos na Avenida Nossa Senhora da Penha. No entanto, com o intuito de manter a segurança dos manifestantes, as três vias precisaram ser fechadas após às 19h.

PROTESTOS NO PAÍS INTEIRO

Ao menos 73 cidades registram nesta terça-feira (18) manifestações contra cortes do governo Jair Bolsonaro (PL) no orçamento da educação. Os atos foram chamados por entidades estudantis, com adesão de trabalhadores da educação, segundo os organizadores.
Sob Bolsonaro, os recursos da educação sofrem reduções sistemáticas. No início do mês, o governo bloqueou recursos com impacto nas contas de institutos e universidades federais, que, por sua vez, se posicionaram contra a situação descrita como insustentável para a manutenção das atividades.
O ministro da Educação, Victor Godoy Veiga, chegou a negar o bloqueio e acusou as instituições de motivação política nas queixas. Dias depois, no entanto, anunciou o desbloqueio em razão da pressão política nas vésperas do segundo turno em que Bolsonaro concorre com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As entidades estudantis chamaram os atos antes do recuo do MEC (Ministério da Educação) e mantiveram a mobilização "em defesa da educação e contra o orçamento secreto". Encabeçam os protestos entidades como a UNE (União Nacional dos Estudantes), UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos).
(Com informações da FolhaPress)

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